24 de maio de 2016

Indicação Literária: Livros New Adult



Já tá por dentro do universo New Adult? 

Pra quem não sabe, New Adult é uma categoria literária que tá super em ascensão nos últimos tempos e vem se disseminando cada vez mais aqui no Brasil. Os livros New Adult, como o próprio nome diz, são feitos com foco nos "novos adultos", uma galera entre os dezoito e os vinte e poucos anos. Os protagonistas dos livros NA normalmente estão enfrentando a entrada na faculdade, primeiro emprego, problemas familiares, traumas, começo de uma nova vida e coisas do tipo. 

Recentemente, tive uma fase bem NA e li diversos livros do gênero. Pra ser sincera, não foram todos que amei de paixão. Alguns, odiei com força. Outros foram bacanas, mas não leria novamente e, por último, tive alguns poucos que amei. 

E são esses que resolvi indicar por aqui!

Mas fique avisada: são livros leves e rápidos de ler, e não livros que vão realmente mudar a sua vida. 


1. O ACORDO (The Deal - Elle Kennedy)

"Sim, Hannah e eu somos amigos. De fato, ela é a única amiga que já tive. E sim, quero mantê-la como amiga. Mas… também quero dormir com ela.” 
(Garrett)

Antes de qualquer coisa, preciso informar: sou completamente apaixonada por histórias com bad boys. E acho que este é um dos principais motivos de eu ter amado o casal deste livro. 

Hannah Wells finalmente encontra alguém que a interesse. Porém, apesar de ela ser uma garota decidida e autoconfiante, quando o assunto é sedução, as coisas são um pouco diferentes. Já Garret Graham, o irritante e convencido capitão do time de hóquei, precisa melhorar suas notas para garantir sua vaga no time. São nessas condições que estes dois personagens decidem fazer um trato para alcançarem seus próprios objetivos. Hannah dará aulas para Garret, Garret ajudará Hannah a deixar outro cara com ciúmes. E tudo vai bem, até que um beijo faz com que estes dois precisem repensar os termos de seu acordo. 

Tem romance, humor, cenas hot, traumas e momentos de tirar o fôlego. É um livro que me deixou com vontade de quero mais e assumo: já li duas vezes. Este é o primeiro livro da série Amores Improváveis (Off-Campus) da autora Elle Kennedy


2. NA SUA PELE (Rule - Jay Crownover)


"Porque sempre te quis, mesmo quando não queria querer, até quando isso partia meu coração em mil pedaços. Sempre quis você".
(Shaw)

Esta é a história de uma paixão grande, explosiva e improvável. E, pra variar, me apaixonei por este bad boy. 

Rule Archer é um tatuador que atrai todos os olhares para si. Alto, corpo desenhado e penetrantes olhos azuis. E um galinha: a cada noite ele está com uma mulher diferente. A estudante de medicina Shaw Landon sabe bem como o tatuador é, ela o conhece há anos. Porém, tudo o que a linda, rica e estudiosa garota sempre quis foi ter Rule. E quando estes dois finalmente formam um casal, o relacionamento tem tudo para ser explosivo. 

O livro faz parte da série Homens Marcados, mas comecei a ler o segundo livro da série e não me pegou. 


3. MEU ROMEU (Bad Romeo - Leisa Rayven)


"Mas é só uma encenação. 
Ele é um ator.
E é muito, muito bom". 

Na realidade, esta indicação é para dois livros: Meu Romeu e sua continuação Minha Julieta. Os dois livros contam a história de amor entre dois atores enquanto eles encenam a maior história de amor de todos os tempos no teatro - Romeu e Julieta. 

Cassie acreditou que iria realizar um grande sonho: estrear um espetáculo na Broadway. Ela só não sabia que nem tudo seriam flores: ela estava prestes a reencontrar Ethan, seu ex-namorado, que vai ser protagonista ao seu lado, em uma peça cheia de romance e cenas quentes. E enquanto estes dois tentam trabalhar lado a lado, eles lembram de toda a sua história e dos fios que ficaram soltos quando acabaram. 

Os personagens são bem construídos e a história de amor dos dois é intensa e de encher o coração. Daqueles livros bem amorzinhos, mas que não ficam enjoativos. 




E vocês, que livros me indicam? Como tô em uma fase bem leitora (tô lendo uns 6 livros por mês, em média), vou tentar fazer mais posts de indicações literárias por aqui. E aceito indicações de vocês também!


22 de maio de 2016

A Gente Acabou

Como a chuva fria de um fim de tarde de verão, que tão rápido quanto começa chega ao fim, sabe? Ainda dá para sentir os pingos em meu corpo, o riso que me arrancou ainda está em meu rosto. Ainda dá para querer que a chuva volte, só para aproveitar mais uns segundos o refrescar de um dia muito quente. Mas a gente acabou.

Dá pra ver no tempo que passamos com as outras pessoas, sem pensar um no outro, tentando esquecer todos os problemas. No jeito com que você já não liga mais para as minhas reclamações, ou como sempre joga para mim que tô deixando coisa minha atrapalhar nosso relacionamento. É coisa minha mesmo, caramba, mas é por ser minha que você precisava se importar um tanto. Eu não tô dizendo nem muito. Relacionamento é feito de coisa minha, é feito de coisa sua, é feio de coisa nossa, e a gente tem que lidar com isso. Mas você foge porque tem medo de encontrar nas minhas questões coisas que você nunca quis enfrentar.

Dá pra ver que eu já não tenho mais energia, vontade e tesão para ficar ao seu lado. E não falo só por causa do sexo, que continua sensacional. É energia psíquica mesmo. É vontade de tá perto. É tesão pelas coisas que você fala, faz ou quer dividir. Acho que é porque a gente não tem dividido nada. Temos ficado cada vez mais preso nessa história de ser coisa minha, coisa sua, nada mais parece ser coisa nossa.

A gente acabou. E não é que eu não goste de você, porque eu gosto. E não é que eu já não sinta o mesmo amor, porque eu amo. E queria muito que esse sentimento não tivesse tomado conta de mim, bem agora que todo mundo espera tanto de nós. Depois de tantos anos, de tantos obstáculos, de tantas superações, quedas e recomeços, eu sei. Você sabe também. Não tem mais a gente. Não tem mais nós. É só eu e minhas coisas; você e seus medos. 

Como aquele café que se esfriou depois que se esqueceu da garrafa meio aberta, sabe? Talvez, com algum esforço, ainda dá para tomar, ainda dá para digerir. Mas depois de tudo que a gente viveu, da história linda que tivemos, não dá mais. Esfriou, sabe? Perdeu o gosto. Perdeu o aroma. Perdeu a paixão. Eu sinto muito, tá? Eu não queria dar essa notícia, mas a gente acabou.

Acabou.




18 de maio de 2016

Pressa

Eu sei. Às vezes me desespero. Juro que eu não queria te assustar. Essa nunca foi minha intenção. Eu tenho pressa para sentir – é só. O vazio me incomoda. É alguma coisa aqui dentro que ainda não acertei. Algum impulso nervoso demais.

Com a gente foi o timing. Eu soube desde o começo. Você tava indo e eu voltando. O coração na mão, pronto para entregar se você pedisse. Te transformei em dois ou três textos que eu nunca mostrei pra alguém e que vão ficar quietinhos na gaveta, ao lado dos pequenos souvenires que eu guardei dos passeios bobos que fizemos.

Não deveria ser tanta coisa assim, eu sei. É que eu me apego aos detalhes. Sempre achei que são eles que fazem qualquer diferença. Talvez eu deva encarar a situação toda, para variar. Meu lado racional diz que eu posso ter inventado sentimento, criando essa confusão que agora bagunça as coisas aqui dentro. Ou, talvez fosse tudo real. Garanto que a vontade era. Mas, se era vontade de você ou da sensação que eu tenho quando a gente tá junto é que eu não sei.

É que eu quero te ver sempre, entende? Até naqueles dias estranhos, que nem prometem muita coisa. Quero te ver por te ver, pra falar dos livros, dos filmes, das músicas todas que eu ouvi quando pensava em você. Por saudade e frio no estômago – que diminui aos poucos se você não vem.

Não demore demais, tá bem? ‘Cê sabe que eu me importo – mas, uma hora, isso passa. E aí vai ser tarde demais.





17 de maio de 2016

Quando a gente cansa de "amar apesar de"

Alex me matando em uma das minhas cenas preferidas de Grey's Anatomy




Acho que era, sei lá, umas três da manhã de sábado quando meu celular tocou. E eu não precisei olhar, nem ser adivinha, muito menos cartomante pra saber: era uma mensagem sua. Às três da manhã de um sábado. Você devia estar com seus amigos, e devia ter enchido a cara, e aí, lá pelas três e tantas, você reparou que sentia minha falta. Que sentia falta da mina que tava sempre lá, sempre disponível, com o amor em uma caixinha de presente todas as vezes que você resolvia voltar.

Nunca fiz as contas, mas devo ter respondido mensagens daquele tipo pra lá de cem vezes.

"Também sinto sua falta", eu escrevia. "Pode passar aqui em casa". "Você tá bem?" "Com quem você tá?" "Eu não queria, mas eu amo você". "Me liga amanhã". E algumas vezes você ligou. Algumas vezes você voltou e eu achei que a gente finalmente ia dar certo, que finalmente ia ser a nossa hora, que o nosso timing ia finalmente bater.

E aí você decidia de novo que não era  bem aquilo que você queria. Que eu até podia ser a pessoa certa, mas não agora. Porque você nunca tava pronto. Porque tava ficando sério demais. Porque eu te procurava o tempo inteiro, porque eu ficava no seu pé, porque eu queria amor 24 horas por dia, porque eu exigia muito, porque seus amigos eram todos solteiros e você tinha que aproveitar a vida com eles. Porque isso, porque aquilo, porque tantas coisas, mas você me amava, você jurava que me amava, só que te amo daqui a pouquinho, tudo bem?

E eu continuava respondendo mensagens suas às três da manhã de um milhão de sábados.

Até que, um dia, uma amiga me perguntou por que eu continuava te amando apesar de você ser um babaca. Apesar de você ter ido embora tantas vezes. Ela não entendia por que eu continuava te esperando apesar de você insistir em tentar achar o que tanto procurava em mil outras mulheres. Ela não entendia porque eu continuava te amando apesar de você me tratar mal, de nunca estar pronto pra mim, de nunca abrir mão de outras coisas por nós.

E aí eu me toquei que era verdade: eu te amei apesar de. Respondi suas mensagens. Insisti em você, respeitei o seu tempo, esperei que você ficasse pronto, aguardei a hora certa pra você me amar. Até que chegou a hora em que eu entendi que mereço um pouco mais do amor do que isso tudo que cê me ofereceu. 

Nossa história acaba assim: eu ainda te amo, mas eu quero que você nunca mais me mande mensagens às três da manhã de um sábado. Porque eu não quero mais você. Apesar de. 


9 de maio de 2016

Permanências

Você ficou naquela banda que me apresentou, naquele fim de tarde em que nos conhecemos. Ainda me lembro do seu brilho do olhar enquanto colocava o fone no meu ouvido e pedia, com os olhos, por favor, para eu gostar da sua música favorita. Você ficou toda vez que me lembro que agora essa também é uma das minhas bandas preferidas.

Você ficou no gosto amargo do chocolate que eu como para aplacar um pouco da saudade, do desespero e da carência que a TPM me traz todos os meses. Mas te juro, e nem se preocupa, que isso tudo só acontece na TPM. Você ficou nas noites insones, geladas, depois de um dia difícil no trabalho, em que tudo que eu queria era só mais um abraço. Eu não tenho mais seu abraço, mas você ficou.

No livro que esqueceu sobre minha estante, na sua pressa de ir embora porque estava com medo de não conseguir fechar a porta. Na dedicatória do meu livro favorito, volume único-especial de colecionador, que você comprou no nosso aniversário de dois anos. Eram para ser dois anos de toda uma vida. Você foi uma das partes mais bonitas dos meus dias. E por isso você ficou.

Nas lágrimas que ainda escorrem quando eu lembro como nós éramos bons juntos. No silêncio da chamada no telefone que nunca mais aconteceu. Na falta de assunto das redes sociais, quando tudo o que mais queria era te chamar para perguntar e aí, como você tá? Eu tô bem. E ainda tô sem você, tá? mas não pergunto porque já não faz mais sentido, porque te entendo, porque viramos mesmo essa lembrança bonita que minha mente faz questão de preservar.

Você é uma dessas memórias que a gente guarda com carinho, no fundo da gaveta, para ninguém roubar. Mesmo quando decidiu que nossa história já tinha dado, que você precisava de outra coisa, que o café havia esfriado demais para alguém que só tomava quando feito na hora que chegasse em casa. Mesmo que eu concorde com você todos os dias que levanto da cama para ir trabalhar, que ter aceitado o fim do nosso amor foi nossa melhor decisão.

E foi. Porque, com isso, te guardo com carinho. Não preciso vomitar por aí as promessas que não cumpriu, o adeus que machucou e meu coração que se quebrou em cacos que eu ainda nem tive coragem de juntar. Não guardo raiva, não guardo rancor, não guardo vingança, só guardo mesmo essa coisa bonita do que a gente foi; o quanto cresci ao seu lado e como aprendi que, no fim, a gente é mesmo feito pra acabar.

A gente acabou. E tá tudo bem, tá? Porque eu sei que, apesar do nosso fim, você ainda permanece em cada parte de mim.