14 de outubro de 2014

Jornalista: ser ou não ser, eis a questão


Quando eu decidi fazer jornalismo, um pouco mais de 4 anos atrás, muita gente questionou minha decisão – até eu mesma, para ser sincera. Para ajudar, o diploma parou de ser exigido pela profissão. Ou seja, meu período pré-vestibular foi repleto de perguntas do tipo: você tem certeza?; mas por que fazer um curso que não precisa de diploma?; por que você não faz outra coisa?. Mesmo assim, decidi me arriscar e dar a cara para bater. Fiz jornalismo, me formei e trabalho com comunicação. Mas e aí, valeu a pena?

Muita gente me manda email querendo saber um pouco mais da profissão, do curso, da faculdade, da parte legal (jornalismo!) e da parte chata (serei pobre?). Por isso, separei as dúvidas mais frequentes que as leitoras me enviaram e preparei um post sobre jornalismo. Espero que ajude os indecisos de alguma forma. 

1) Não ter o diploma mudou alguma coisa?

Para falar bem a verdade, não. Assim como em muitas outras profissões (administração, publicidade, rádio e tv, RH etc) ter um diploma não faz de você o melhor da sua área. Não ter um diploma também não quer dizer muita coisa – você pode aprender muito no próprio mercado de trabalho. A verdade é que a faculdade não torna você melhor nem pior do que ninguém – são apenas trajetórias diferentes.

Para mim, porém, a faculdade foi um período enorme de aprendizado. Não apenas da parte teórica e prática do jornalismo, mas de visão de mundo em geral. Nestes quatro anos, entrei em contato com outras realidades e aprendi a debater com ideias totalmente diferentes das minhas – o que, muitas vezes, me fez repensar sobre minhas certezas.

Também é na faculdade que você consegue conhecer mais gente da sua área – professores, colegas de classe e amigos de outros cursos que envolvem comunicação – que podem te indicar, futuramente, para alguma vaga bacana de estágio ou emprego.

2) Qual a pior parte do curso?

É difícil falar por todo mundo, então vou ser bem particular na resposta. No meu caso, uma das coisas mais difíceis da faculdade foi desmanchar a imagem romântica do jornalismo. Antes, eu tinha essa ideologia de que o jornalismo podia mudar o mundo. Durante a faculdade, quando fui confrontada com os interesses das empresas por trás do discurso de imparcialidade jornalística, fiquei meio cética. Este momento foi dolorido, porque foi quando rolou uma dúvida enorme se eu realmente queria trabalhar com isso.

Por outro lado, foi um processo importante de crescimento. Desconstruir a imagem que eu tinha do jornalismo me fez entender que ele pode até não mudar o mundo (de vez), mas tem um importante papel social para as pessoas e suas comunidades. E foi por isso que eu insisti nele.



3) Do que você precisa gostar para fazer jornalismo?

Eu sempre odiei aquelas perguntas de: “por que você decidiu fazer jornalismo?”. Muita gente respondia “porque eu gosto de escrever”, mas você pode ser um escritor, não precisa ser jornalista. “Porque sempre fui criativo”, e podia ter feito publicidade. “Porque sempre sonhei em trabalhar na empresa X”, e aí descobre que a tal empresa não é tão legal quando parecia.

Acho que nossas escolhas envolvem paixões e jornalismo é um pouco questão de paixão. Talvez você precise gostar de escrever, de ler, talvez precise ser criativo, talvez precise gostar de investigar, talvez, como eu, seja apaixonado por contar histórias. Ou talvez escolher uma profissão seja pesquisar todas as partes boas e ruins de cada carreira e, ainda assim, conseguir pensar: “é, eu faria isso”.

Na minha opinião, você não precisa gostar de nada especificamente. Você precisa gostar do jornalismo em geral.

4) Como é trabalhar na área?

Quando você faz jornalismo, você tem um leque enorme de opções de emprego. Atualmente, por exemplo, eu trabalho com comunicação e internet, acabei me afastando um pouco do jornalismo. E adoro o que eu faço. O que também não me impede de mudar de ares e ir para outros caminhos daqui um tempo. Acho que a parte legal de trabalhar com comunicação é que você pode se reinventar e ir para lados totalmente diferentes.

5) Vou ser rica(o)?

Não. Quer dizer, talvez você seja aquele 0,1%. Talvez seja âncora de um jornal e ganhe um salário de abrir a boca, mas não escolha jornalismo por isso. O piso salarial não é alto e, na maior parte das vezes, você sequer vai encontrar uma empresa que cubra o piso.

Para ser sincera (e sem querer desencorajar ninguém), o mercado de trabalho anda bem difícil e ninguém sabe direito o que vai acontecer (se você pesquisar um pouco, vai ver que algumas ondas de demissões rolaram nos últimos tempos).

Por isso que falei antes, aquela coisa da paixão, sabe? Pesa bem mais do que qualquer questão financeira. Porque para conseguir uma grana legal, talvez você tenha que suar bastante (em um emprego somado com alguns freelas).



E aí, mais alguma dúvida? Deixe aqui nos comentários que tentarei responder e ajudar.

7 de outubro de 2014

Pra falar o quanto eu te amo

Eu tinha tanta coisa pra te falar. Toda noite, quando deitava a cabeça no travesseiro, eu me revirava ali pensando em tudo o que você ainda significava. No tanto que ainda significa. Na quantidade de amor que eu te dedico. E como eu te quero bem.

Nunca tive a coragem de te falar, olha, admiro você; você é incrível. Nunca consegui expressar a minha alegria de ter você na minha vida. O mundo (o-meu-mundo) era um lugar melhor porque você fazia parte dele. Você, alguma vez, teve noção disso?

Nunca te falei nada porque é isso o que a gente faz depois de quebrar muito a cara: não fala. A gente tem medo da rejeição, sabe? De ficar com cara de idiota, de fazer papel de boba.

Mas era em você que eu pensava quando acordava. E você, mesmo que só em pensamento, já me fazia tão feliz. Quer dizer, eu nunca conheci ninguém como você, e disso você sabia. O tamanho do seu coração, da sua bondade e da sua alegria sempre foi algo infinitamente maior do que a minha capacidade de te colocar em palavras. Mas se eu tivesse que te definir em uma frase, seria essa: Você espalhava amor pelo mundo.

Se eu pudesse voltar no tempo, acho que esta seria a única coisa que eu mudaria: eu teria falado, todos os dias, o quanto eu te amava. Com cada célula do meu corpo. De um jeito assustador, diferente de qualquer outra coisa que eu já senti na vida. Eu teria te falado que, às vezes, até doía, mas, mesmo assim, eu nunca abriria mão de te amar. Se eu pudesse voltar no tempo, eu gritaria minha admiração no meio de uma sala lotada. Seria a romântica incurável. Teria transformado nós dois em Romeu e Julieta.

Eu não sei aonde você está agora. Mas eu espero que você saiba disso: eu te amo mais do que as palavras podem traduzir. E eu não vou parar de te amar – nem quero. A dor de te perder é a mais profunda e intensa que eu achei que poderia aguentar. Mas nunca, jamais, será maior do que o amor que eu sempre vou sentir por você.

3 de outubro de 2014

Blogs de leitoras

Dar satisfação pra quem acompanha a gente, de vez em quando, faz bem, não é? Pois bem. Fiquei doente e sem internet nos últimos dias, por isso dei uma sumida básica. Mas foi bom para decidir algumas coisas. 

Lembram que disse que estava pensando em formas de ter colaboradoras temporárias por aqui (além da Paula, que já começou)? Pois bem. Vai funcionar assim: escolherei uma leitora para colaborar durante um mês. Nesse mês, ela publicará um texto por semana. Ou seja, cada colaboradora terá quatro (aproximadamente) textos publicados por aqui. No mês seguinte, escolho alguém diferente. Assim, dá pra dar oportunidade para mais pessoas. Gostam?

As primeiras leitoras estão sendo escolhidas pelos comentários deste post aqui. Por enquanto, peço para não mandarem mais blogs, ok? Senão ficarei louca. Escolho entre essas primeiro, depois "convoco" mais leitoras lá pra frente. 

Estou programando certinho também os posts da Paula. Para não ficarmos tanto tempo sem atualização aqui.

E para que vocês conheçam mais blogs, deixo aqui os links de todas as leitoras que participaram da "seleção" para colaboradora. Muito blog legal para guardar nos favoritos. 

29 de setembro de 2014

Entre o Começo e o Fim

Quando alguém me pede para me lembrar de você, não me lembro do nosso primeiro beijo. Do primeiro encontro, o primeiro abraço, o primeiro eu-te-amo. Não me lembro dos últimos também. Não me lembro da primeira vez em que você visitou a casa dos meus pais, todo sem graça, sem saber direito como agir com aquele que, na época, durante nossa adolescência, tinha poder pra te mandar pra bem longe. Nem lembro de quando você bateu a porta e me deixou em meio a tantos questionamentos: "que raios eu tinha feito de errado pra você deixar de me amar, assim, do nada?" (sem saber que, na verdade, a gente deixa de amar aos pouquinhos).

A primeira coisa que me vem à cabeça quando alguém fala seu nome não é nosso começo conturbado, nem nossos fins reticentes. É o nosso meio. É ali que eu te encontro. Naquele durante em que eu já te conhecia o suficiente para te amar como louca, mas sabia pouco da vida e, por isso, não tinha deixado de te amar ainda. 

Eu me lembro dos sorrisos que você me dava tarde da noite, na escuridão do quarto, antes da gente cair no sono no meio de uma semana qualquer. Eu me lembro das conversas sem sentido que a gente tinha depois de ver um filme com alguma reflexão filosófica no fim. E do quanto a gente sempre gostou de ler livros ao mesmo tempo para, depois, poder discutir o que cada um achou sobre ele. 

Eu me lembro de você na rotina, no dia a dia, de segunda-a-sexta, quando a vida não era tão feliz e fácil como nos finais de semana. Porque eu sempre achei que tinha um pouco de vitória nos casais que conseguiam se amar na normalidade da semana, na ausência de grandes novidades, no amor sem grandes declarações. 

Foi no meio que você me disse que eu era um pouquinho a sua salvação. "É por sua causa que eu vou passar nessa vida acreditando no amor. Porque tem coisa mais triste do que viver todos os dias e não acreditar nisso?". E eu nunca te disse de volta que você tinha me salvado também. Amar você, ainda que por tempo determinado, foi saber que o amor existe. O louco, o desenfreado, e o calmo e tranquilo. O amor que queima e o amor que apaga. Você me mostrou os dois.

Eu não sei te odiar pelo fim porque eu sempre lembro do entre. Entre o "eu te amo" e o "me esquece". Entre o "pra sempre" e o "nunca mais". Entre o "casa comigo?" e o "vou providenciar os papéis do divórcio". Entre o "eu cuido de você" e o "se cuida". Entre o "o único amor da minha vida" e o "foi só meu primeiro amor". É pelo o que existiu entre os nossos extremos que eu te amei tanto. E é também por ele que, de alguma forma que eu não sei como explicar, eu continuo amando: a lembrança do quanto a gente foi feliz. 

26 de setembro de 2014

Séries viciantes – e que tem na Netflix!

A sexta-feira chegou! Se você decidiu ficar em casa ao invés de sair, separei 3 séries viciantes que estão na lista da Netflix e valem a pena:

Covert Affairs
Nunca fui daquelas que gosta de ser a donzela em perigo que precisa ser resgatada. Acho que é por isso que gosto tanto de Covert Affairs.

Esta série fala sobre uma agente da CIA, Annie Walker, que é tirada do treinamento precocemente para começar a atuar na agência. Ela acaba descobrindo que havia segundas intenções em seu recrutamento, ligadas ao grande amor de sua vida, que desapareceu repentinamente. A série tem comédia, romance e muita ação.

Necessary Roughness
Essa série é pouco conhecida e tem apenas três temporadas (duas delas disponíveis na Netflix). Mas é tão boa que eu assisti tudo em menos de uma semana.

Dani Santino é uma terapeuta que vê sua vida perfeita desmoronar ao descobrir várias traições do marido. Enquanto se divorcia, ela é chamada para ajudar um jogador de futebol americano do renomado time New York Hawks. E acaba percebendo que a vida de divorciada, mãe em tempo integral e terapeuta de um time de futebol não é tão fácil quanto parece. A série rende boas risadas e junta comédia, drama e romance em 40 minutos por episódio.

Orphan Black
Uma série canadense, com roteiro original, que te deixa vidrado na tela, sem piscar.

Sarah Manning vê sua vida (que já não é nada fácil) virar de cabeça pra baixo ao presenciar o suicídio de uma mulher exatamente igual à ela. Ela decide assumir a identidade desta mulher para tentar começar de novo, mas começa a descobrir os motivos do suicídio e percebe que sua vida está em perigo.

Série ideal para quem gosta de suspense inteligente.


E vocês, que séries acompanham na Netflix? Indica aí pra gente também!


23 de setembro de 2014

Instagram: quem seguir?


Acho que sou uma das pessoas mais viciadas em perfis do Instagram que conheço (o que, provavelmente, explica as mais de mil pessoas que sigo). É que gosto (muito!) de ver fotos bonitas, melhora meu humor e me ajuda a despertar a criatividade. Por isso, tô sempre em busca de perfis com propostas legais em suas fotos. Afinal, por mais que seja legal ver fotos de amigos, baladas e selfies, isso eu já posso conferir no Facebook, certo? 

Bom, como nessa nova fase do blog resolvi colocar um pouco mais dos meus gostos por aqui, separei alguns perfis para indicar para vocês. E, claro, aceito sugestões de perfis com fotos legais (eu não tenho limites e daqui a pouco tô seguindo mais de duas mil pessoas, mas ok). 

Confira aqui meus preferidos do momento na rede social de fotos:

1. Lauren Conrad, @laurenconrad

A Lauren Conrad participou do reality show Laguna Beach e, em seguida, de The Hills. No instagram dela, tem muita foto de moda, decoração, viagens e cachorros. Tirando que os efeitos que ela coloca nas fotos ficam sempre lindos. 

2. Lolla Moon, @hellololla

Para os apaixonados por Londres, este é o perfil ideal. A Lolla é uma brasileira que vive em Londres e posta muitas fotos criativas da cidade. Daqueles perfis que você vê e morre de vontade de arrumar as malas e ir para a Inglaterra, sabe?

3. Lucy Laucht, @lucylaucht 

A Lucy é social media e dona do Lucy Laucht. O Instagram dela é lotado de fotos de viagens, comida e muita cor. É um dos perfis que mais gosto porque acho que as fotos ficam ainda mais bonitas com o tratamento que ela dá. 

4. Melina Souza, @melinwonderland

Dona do blog Serendipity, a Melina Souza tem um instagram com cachorro, comida, viagens, livros e fofurices. Legal para ver como, às vezes, apenas uma boa organização ajuda a deixar um foto bem mais bonita.

5. Inspired by this blog, @inspiredbythisblog

Fotos inspiradoras. Esta é a proposta do perfil Inspired by this blog. Casamentos, decoração, viagens, moda...tem um pouco de tudo. E só fotos lindas, claro! 

6. Bruna Vieira, @depoisdosquinze

No blog da Bruna, do Depois dos Quinze, tem viagem, leitoras, dia a dia, moda, comida e muito mais.  A Bruna também procura postar fotos bem coloridas, o que eu acho que sempre alegra o feed de quem segue. 

7. Flavia Valsani, @flaviavalsani

Segundo a bio da própria Flavia, ela é especializada em fotos bonitas. O que é explicado pelo fato dela ser fotógrafa. Até o comum foge do óbvio no perfil dela. Ótimo para despertar a nossa criatividade.


E vocês, quem gostam de seguir? Indiquem seus perfis favoritos.
Pra quem quiser me seguir, o meu instagram é: @kahrosawho



22 de setembro de 2014

5 covers pra começar a semana

Segundas-feiras nunca são fáceis, não é? Às vezes o fim de semana não é o suficiente para descansar. Como música sempre ajuda para melhorar o humor, separei cinco covers que gosto muito para dividir com vocês:

1) Bang Bang – Max, Sam Tsui e Kurt Schneider

Eu amo essa música. É ótima para quem gostar de acordar em uma vibe mais animada. Além disso, o clipe é bem engraçadinho.

2) Some Nights – Jake Coco & Friends


Apesar dessa música ser bem antiga, eu sempre paro para escutar. Esse cover junta vários cantores de youtube e o resultado fica bem bacana.

3) Stay with me – Corey Gray


Se você acorda em uma vibe mais preguiçosa e gosta de músicas mais calmas pela manhã, esse é o cover pra você. Além da música já ser linda, a voz do Corey deixou tudo ainda melhor.

4) Chandelier – Savannah Outen

Ainda no clima calminho, tem a Savannah Outen cantando Chandelier. A música fica muito legal nessa batida mais lenta.

5) Pompeii – Jake Coco


Pra encerrar, Jake Coco em uma das músicas mais repetidas no meu iPod.


E você, algum cover para indicar? Deixa aqui nos nossos comentários.

15 de setembro de 2014

A Primeira Colaboradora

Uma das coisas que eu disse que faria nesta “nova fase” do blog era adicionar colaboradores aqui. Ainda não escolhi as colaboradoras ocasionais entre as leitoras que comentaram neste post aqui (apesar de já ter alguns blogs favoritos), mas há alguns dias eu escolhi quem vai ser meu braço direito por aqui. A Paula é uma das minhas leitoras mais antigas e fiéis e, hoje, eu tenho o orgulho de falar que é uma das amigas mais leais e dedicadas que eu tenho. Exatamente por isso, rolou o convite dela me ajudar por aqui e ela topou.

Bem-vinda, Pá! 



Quem é: Paula Toledo

3x4: Estuda Direito e, como boa idealista, acredita que pode mudar o mundo. Também acredita muito no poder das palavras. E no amor. E na leitura. E na justiça. Juntar tudo isso pode virar uma bagunça? Pode. Mas ela faz mesmo assim.

Para acompanhar um pouco mais:

8 de setembro de 2014

Continua Girando

Olha, eu não queria falar nada, mas ainda há vida lá fora. E ainda que também haja colo, sempre que precisar, é preciso de si próprio para sacudir a poeira de vez em quando. Ferida de amor dói, ô se dói, algumas marcam pra sempre, algumas nunca passam, algumas doem mais que qualquer outra dor, mas ó: ó a vida passando, entre uma lágrima e outra, entre a indecisão de ficar aqui, seguro, ao lado dos próprios cacos, e ir. Sabe? Ir. Sabe-se lá Deus para aonde.

Superar amor envelhecido, remoído e maltratado é sempre uma tarefa mais nossa do que do mundo. Porque as horas ainda passam, ainda há dias de sol e de chuva (talvez nem tanto em São Paulo, mas há), ainda há nuvens pretas, e frio, e calor, e a primavera chegando. O mundo tá ali, fazendo a parte dele, cumprindo a tabela, esperando só a hora de você levantar e decidir fazer alguma coisa da vida. O despertador toca toda manhã numa pergunta sem fim: e aí, é agora que você vai cansar de ser infeliz?

Na teoria, sempre fácil. Mas é que dor emocional é coisa só nossa. Não tem merthiolate que dê jeito. No máximo, a gente arranja essas pessoas-curativo, que sempre parecem ser a solução de todos os problemas. Nada-como-um-amor-novo-para-superar-o-antigo, costumam dizer. E a gente esquece que band-aid arrancado da pele na pressa faz lembrar a dor do corte. Atrasa o processo de cicatrização. E não sara. Não passa. Cadê a cura?

Se a gente soubesse a fórmula de não se magoar por amor, talvez a gente também já tivesse inventado a vacina. E viveríamos assim: sem caras quebradas, mas também sem grandes paixões. Porque amor, no fim das contas, é processo de entrega. E se entregar é correr sempre o risco de cair no caminho. Quebrar. Chegar atrasado ao destinatário. Pior: correr o risco de ser devolvido ou trocado sem nenhuma consideração. 

Ou então correr o risco de receber, também, algo de bom em troca. Talvez, sei lá, um presente como um coração - pronto pra tudo.

Tudo isso pra te falar que: a maioria de nós, mortais, passa por isso. E tem choro, e tem grito, e desespero, e vontade de nunca-nunca-nunca-nunca-mais. Mas ainda há vida lá fora. Outras histórias. Outros porres. Outros amores. E dezenas de amigos. E gente que sabe, talvez só um pouco, o quanto dói por aí. E se ainda doer também por aqui, não tem problema: a gente sofre junto. Porque, como ouvi uma vez (em um contexto completamente diferente): na desgraça, a gente se abraça. 

E o mundo continua girando. 




Obs: Ainda quero conhecer seu blog! Dê uma olhada neste post aqui e deixe seu comentário. 

7 de setembro de 2014

O Blog

Se vocês me acompanham em outras redes sociais, devem saber que eu estava deixando o blog de lado porque estava cansada/enjoada dele. Não estava mais fazendo sentido para mim, eu não sabia que caminho dar a ele. Isto tem muito a ver também com minhas dúvidas sobre meus textos, mas este já é um assunto para um outro post. Bom, vocês devem ter reparado que o blog está mudando de aparência. Ainda não consegui fazer tudo o que estava planejando no final de semana (html não quis colaborar ainda), mas ele está ficando mais perto do que quero. 

E isto vai querer dizer mais algumas coisas também. Por exemplo, pela primeira vez estou cogitando escolher algumas colaboradoras para participar do blog. E não apenas com textos de comportamento, crônicas de amor etc, mas também com indicações de filmes, músicas e tudo mais. Quero colocar um pouco mais de cultura e viagens por aqui. 

Então, enquanto acabo de mudar a aparência do blog, quero saber de vocês: alguém aí tem interesse de publicar posts aqui no blog? Em um primeiro momento, vou publicar um texto de leitora por mês. O primeiro já está escolhido e editado e logo logo vai ao ar, mas quero dar uma olhada em mais coisas que vocês produzem.

Deixem os blogs de vocês aqui nos comentários, por favor. Durante esta semana (até domingo), irei dar uma olhada em tudo o que colocarem aqui. E vou montar um post de indicações de blogs também. Afinal, ajudar um pouco quem perde tempo lendo minhas besteiras não custa nada, não é? 

E se quiserem me acompanhar em outras redes sociais também basta seguir:

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