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Aos meus amigos que moram longe

Moro a mais de treze mil quilômetros dos meus amigos mais distantes. Na verdade, até cheguei a jogar a pergunta no Google e cheguei ao assustador número de 13.356,80 km entre mim e eles. Para ajudar, ainda tem o fuso horário na jogada: quando eu estou indo dormir, a galera lá do outro lado está, provavelmente, escolhendo o que vai almoçar. Isto levando em conta quando a gente fala a mesma língua – e quando um fala francês, a outra chinês e eu aqui me enrolando na língua que a gente herdou de Portugal? 

Não é fácil manter amizades assim, não vou mentir. 

Esses dias, soube que esfriou na cidade em que eu morava pouco mais de um ano atrás. Foi inevitável lembrar das tardes frias e nubladas no sofá do meu apartamento – filme na TV e uns dois potes de pipoca e Doritos, e todo aquele chocolate. A gente ficava horas ali, contando do passado, do presente, de tudo o que a gente queria fazer no futuro. Tinha tanto pra contar...

Quando você está em um lugar que ainda não pode chamar de “seu”, você …
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Sobre Nossa (R)existência

Era sábado – sete da noite. Filme, pipoca e uns beijos perdidos na poltrona desconfortável da sala do cinema. Estava calor, então fui de short. O cara que sentou ao meu lado não era meu desconhecido, mas alguém que eu já saía há um tempo e apenas queria conhecer mais. Conhecer mais, vocês entendem? Beijar, se divertir, comer uma pizza depois, jogar conversa fora e, quem sabe, descobrir se havia chances para nós dois.
O cara não entendeu.
Fui eu quem não expliquei direito? Eu que não deixei claro que só queria a distração do fim de semana, como fuga da loucura da faculdade, da vida, da minha dor? Foi o jeito com que retribuí o beijo? Ou a risada que deixei escapar naquela piada idiota que ele fez? Foi como eu joguei o cabelo? Como inclinei a cabeça ou fiz carinho na nuca dele? Ou foi o jeito com que me vesti?
O fato é que, entre uma cena e um beijo, o cara, aquele que eu só queria conhecer um pouco mais, tentou passar a mão em mim. Do nada, sem aviso prévio, sua mão já estava entre min…

Slow down, you crazy child

Outro dia, recebi um e-mail de uma leitora antiga, que acompanha o blog há anos. Entre uma frase e outra, ela me jogou um questionamento: você abandonou o blog? Minha primeira reação foi pensar sim. Porque há tempos eu estava me sentindo culpada por não postar aqui, e até pior, por sequer acessar o blog para ver se o domínio ainda estava no ar.

Meu último post aqui foi no dia 1 de março. Meu último texto, de fato, foi em janeiro. Naquela época, eu ainda estava animada para publicar bastante por aqui, manter newsletter, fazer resenha, atualizar a página do Facebook. Aquelas metas que você sempre acha que vai cumprir quando começa um novo ano. 
Mas a vida foi um pouquinho mais difícil do que eu estava imaginando nestes primeiros três meses de dois mil e dezessete. Entre uma porrada e outra (no emocional, na vida financeira, na vida familiar etc), ainda me vi tendo que operar, me recuperar, sobrecarregada no trabalho e exausta emocionalmente. Eu abandonei o blog por um período porque eu si…

Eu penso se você pensa em mim

Eu penso se você pensa em mim. Será que você deita pra dormir e estranha o vazio que eu deixei? Será que você tenta me alcançar mesmo sabendo que eu não faço mais morada na sua cama? Será que o seu travesseiro ainda tem o cheiro do meu shampoo? Será que você pensa em mim? Em mais uma vez nós dois? Você pensa em aprender a dizer como se sente? Eu, por acaso, ainda pertenço aos teus pensamentos?
Eu penso se você pensa em mim. Se a nossa foto que eu te mandei pelo Correio ainda está no seu mural. Se você ainda olha pra essa foto e pensa em mim como uma pirralha. Se quando a manhã chega e você ainda recém acordado vai escovar os dentes, você sente falta da minha necessaire ali. Será que quando você lava o rosto com água fria você quer assustar o sono ou a minha presença dos teus pensamentos?
Eu penso se você pensa em mim. As vezes eu me pergunto onde você está ou como você está. Evito perguntar com quem você está. Mas volta e sempre eu penso se você está feliz e se continuas investindo nas …