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Oie, lembra de mim?

Talvez você que tá vindo aqui agora nem acreditava mais que um dia eu fosse voltar, né? Mas dessa vez eu vou. Porém, antes disto, eu quero reformular o blog e todos os conteúdos. Então espera só mais um pouquinho, vou tentar deixar ele mais bonitinho pra você voltar a acompanhar.

Enquanto isso, me segue lá no twitter @kahrosa e no Instagram @kahrosawho.
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Indicação da Semana: Carrie, A Estranha

Hoje, a indicação vai ser de “Carrie”, o primeiro livro que eu li na vida, e o responsável por me formar como leitor e escritor.
“Carrie", de Stephen King. Editora Objetiva, publicação de 2001.
Como muitos da nossa geração, eu aprendi a ler com as histórias de Maurício de Souza e a Turma da Mônica. Alguns anos mais tarde, eu descobri os super-heróis. Uniformes coloridos e vilões de nome engraçado se tornaram minha maior fonte de leitura (hábito que tenho até hoje, apesar de em menor frequência) e por algum tempo, balões de fala eram a tudo que se resumiam meus hábitos literários. 
Até que do alto dos meus doze anos, eu encontrei por acaso, enquanto esperava minha mãe terminar as compras de natal, numa livraria de shopping, uma edição de “Carrie”. A capa não me chamou atenção, mas sua posição em destaque na prateleira sim. Eu nunca havia ouvido falar de Stephen King, e cheguei a pensar se o título do livro não era, na verdade, o nome de uma escritora.
A sua contra-capa me prometeu…

Respire fundo, meu bem

Um dia você acorda e é isso: passou. Não tem mais frio na barriga, não tem incerteza, não tem “será que algo mudou?”. Não tem coisa alguma além de um espaço quase vazio em que os primeiros pontos começam a se dissolver. Uma cicatriz nova; uma marquinha com um desenho ridículo – memória de algo que acabou e não dói mais. Um negócio para lembrar dos tombos no percurso – e da sensação de se reerguer.
É engraçado como a vida funciona. A gente se acostuma tanto a certas coisas que, às vezes, nem se dá conta de que o comum também machuca. Que os hábitos, por mais recorrentes que sejam, são só rotina – e não algo de extrema necessidade. De quando em quando, é só apego. Uma ligeira afeição àquilo que é familiar.
A verdade, no entanto, é que uma hora cansa. Chega um ponto em que a dependência, o vício – nomeie o seu, meu bem – suga tanto que é preciso escolher entre ceder ou colocar um ponto final na história; se dar uma chance de recomeçar.
E quando você se permite... Ah, ‘cê fica tão bem com …

Passado

Quando você passou por mim, eu achei que tudo iria desmoronar, que meu chão ia se perder, que eu não conseguiria mais andar. Foi naquela rua que percorremos por tantas vezes de mãos dadas, sorriso no rosto, aquela alegria de quem não ligava de estar apaixonado porque estava sendo recíproco. Me lembro tão bem da sensação desses dias... Como se fosse ontem. E não como se tivesse passado um século.
Imaginei tanto esse momento na minha mente, quando nos encontraríamos depois que decidimos ir embora. Quer dizer, depois que você decidiu. Eu apenas aceitei sua decisão, abaixei a cabeça, abri a minha porta, fingi que também te expulsava do meu coração. Você não sabe das noites que passei em claro, das lágrimas que derramei, do desespero angustiante que só a saudade pode nos atravessar. Você não sabe como foi difícil te deixar passar por mim e ir embora quando tudo o que mais queria era que você tivesse ficado.
Achei que ia acontecer à noite, e não quando eu acabei de acordar e saí de casa me…