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Mostrando postagens de Dezembro, 2009

Querido 2010,

Agora que você já está tão perto, tão beirando o início, venho dizer o que realmente espero de você. 


Vou ser sincera, já costumei esperar muito mais de outros anos, como por exemplo, desse ano acabando. Mas esperar demais pode ser decepcionante. Portanto, de você não espero quase nada, apesar de - para estar preparada - esperar um pouco de tudo.

Espero que você venha menos cansativo do que os últimos, mas muito mais divertido, cheio de sorrisos e alegrias. Espero que traga algumas pequenas decepções - porque elas realmente ajudam a crescer, mas que venha cheio de grandes realizações. Que você me traga mais amigos, mais amores, mais vida. E que faça uma limpeza com aqueles que já não me servem mais. 

Não espero que você acabe com a violência do mundo, com a maldade, com as mortes. Nem que dê fim ao aquecimento global. Sei que esperar tudo isso de você é querer demais. Mas, se puder dar uma diminuída em tudo isso, a gente agradece muito.

Espero que a gente se preocupe menos com as contas b…

Às vezes a gente perde...

Há uma certa beleza em perder. É na queda que a gente costuma olhar para trás e ver tudo o que passou, com uma certa rapidez, muito diferente das cenas em câmera lenta dos filmes. Passa tudo rápido e dói porque a gente sabe que tentou.

A gente tenta muitas coisas nessa vida. A gente tenta acreditar que há uma razão nisso tudo. Que há uma esperança no final do túnel. Que há um motivo. A gente tenta acreditar que as pessoas mudam. Que a gente muda. Que a gente pode mudar o mundo. A gente tenta acreditar na gente e tenta acreditar nos outros. Principalmente na gente, mas com bastante frequência nos outros. Tenta fazer dar certo com aquele cara, mesmo sabendo, no fundo, que ele não é o cara certo pra você. Tenta seguir um caminho que não vai levar a lugar nenhum. Tenta rir de tudo isso, de alguma forma, pra não chorar.

E nessas inúmeras tentativas há as frustradas. Aquelas que não deram. A gente não conseguiu. A gente se esforçou. Pra dar certo aquele namoro, aquela amizade, aquela prova,…

Eu não estava tão a fim de você.

Não cheguei a saber se suas manias eram mais insuportáveis do que seu jeito incompreensível de demonstrar afeto logo de cara. Entenda, eu não tenho nada contra a quem gosta e precisa demonstrar afeto - para ser bem sincera, eu acho lindo. Mesmo. Mas que seja sincero. Que eu olhe nos olhos e acredite. Que eu possa querer morrer e o mundo inteiro vai parecer colorido e perfeito e a melhor coisa só porque eu acredito mesmo.

Eu não acreditei.

Em momento algum. Em nenhum de seus discursos. Em nenhum de suas exageradas e exacerbadas declarações de amor. Não, você não me amava. Você não me conhecia. Não sabia de meus medos, projetos de vida, manias, modo de prender o cabelo, o jeito chato que eu tenho de querer falar no meio do filme. Você não soube que eu adoro contar o que vai acontecer na novela pra todo mundo, que eu me faço de culta, mas também entro em site de fofoca. Que eu choro.

Você soube do que quis saber. Viu a pessoa que quis ver. Se disse apaixonado pela imagem que fez de mim. N…