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Às vezes a gente perde...

Há uma certa beleza em perder. É na queda que a gente costuma olhar para trás e ver tudo o que passou, com uma certa rapidez, muito diferente das cenas em câmera lenta dos filmes. Passa tudo rápido e dói porque a gente sabe que tentou.

A gente tenta muitas coisas nessa vida. A gente tenta acreditar que há uma razão nisso tudo. Que há uma esperança no final do túnel. Que há um motivo. A gente tenta acreditar que as pessoas mudam. Que a gente muda. Que a gente pode mudar o mundo. A gente tenta acreditar na gente e tenta acreditar nos outros. Principalmente na gente, mas com bastante frequência nos outros. Tenta fazer dar certo com aquele cara, mesmo sabendo, no fundo, que ele não é o cara certo pra você. Tenta seguir um caminho que não vai levar a lugar nenhum. Tenta rir de tudo isso, de alguma forma, pra não chorar.

E nessas inúmeras tentativas há as frustradas. Aquelas que não deram. A gente não conseguiu. A gente se esforçou. Pra dar certo aquele namoro, aquela amizade, aquela prova, aquela faculdade. Mas não deu. Porque às vezes a gente simplesmente perde. Escorrega, cai, dá de cara no chão. E faz parte. Sempre faz parte de crescer. Dói e sangra e arde, mas passa. Fica a cicatriz, a gente lembra, mas passa. E como tudo nessa vida, a gente acaba superando. Porque é só o que dá, realmente, pra fazer.

Tudo que a gente pode fazer é seguir em frente e continuar, talvez mudar um pouco os planos, mas sem desistir.

Há 7 bilhões de pessoas no mundo. 7 bilhões de pessoas que perdem o tempo todo. Perdem a vida, o amor, a oportunidade, o dinheiro, a família, os amigos, o carinho, o caminho. Há bilhões de pessoas dando a volta por cima, superando todas as dificuldados, seguindo em frente e sorrindo. Mas se apesar de saber de tudo isso, apesar de saber que você não está sozinho, você não consegue encontrar um mísero motivo para continuar, seguir em frente e sorrir, talvez você apenas não esteja enxergando direito.

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