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Mostrando postagens de Julho, 2010

Qualquer coisa que envolva nosso passado

Tem tantas fotos guardadas naquela pasta de amigas que eu fiz quando a gente era inseparável. Tem umas que tão uó, sabe? Aquela coisa feia que a gente não mostra para ninguém porque é muito queima-filme. Eu fico pensando se entre elas - sabe, tipo entrelinhas - não ficou guardada aquela amizade sincera e eterna e tudo aquilo que a gente vivia dizendo que nossa amizade era. Cara, a gente falava tanto daquela nossa amizade linda e perfeita e azul que eu achei mesmo que era tudo aquilo. Mas aí eu canso de ver as fotos. E canso dos seus e-mails. E canso dos seus novos papos que são tão diferentes dos nossos antigos. Eu sei, eu devia amar acima de qualquer coisa e aceitar que as pessoas mudam com o tempo, mas até quando mudam para pior? Você, mais do que ninguém, sabe o quanto eu te admirava. E também deve saber aí do seu canto que você não me deixa fazer parte, que eu ando bem decepcionada com suas escolhas, seus planos e esse seu novo modo de ver as coisas. Eu até queria marcar um encont…

Pequenos gestos ou Amizades mudam.

Algumas vezes certas amizades não precisam de grandes histórias. Não precisam de grandes momentos e grandes aventuras e grandes fotos. Algumas vezes apenas uma conversa. Apenas algumas horas. Algumas vezes apenas saber ouvir. E saber o que falar. Algumas vezes não precisa de muita coisa. Não precisa ser a melhor amizade de todas. Não precisa estar presente em todos os instantes da vida. Às vezes são coisas tão simples. Gestos tão mínimos. E te ganham eternamente. Só pelo simples fato de mostrarem que se importam. E no fim é sempre sobre isso, não é? Se importar. Vocês não ouviram falar? Estou mudando minha lista de amizades. Cuidado para não ser excluída da lista de BFF'S. Cause you know, friendships don't last forever.

Só teu.

Ela não vai ligar. Ela fica. Não, deixa, ela não se importa. E ficar se perguntando quem foi que perguntou se ela não ligava mesmo, se não se importava mesmo. E o sorriso no rosto, para ninguém perceber. Tudo bem, eu não ligo, eu fico, eu não me importo. E o sorriso no rosto. E o nó na garganta que dá quando a gente tem aquela vontadezinha boba de chorar. E o sorriso. E em tempos que a solidão nunca é só nossa, que em cada canto tem um ser humano te perguntando se ta tudo bem, como você ta e tudo isso que a gente nunca quer responder quando não ta bem. Repito mentalmente antes de enfiar o pé na jaca: chora pra dentro e sorria pra fora. É meio um ficar um pouquinho triste escondido dos outros e do espelho. Só teu. Curte esse sentimento. Só teu. E o sorriso. Pra ninguém perceber. Engole o nó. Não desce. Desfaz. E chora pra dentro. Nada de demonstrar. Tudo bem, eu não ligo, eu fico, eu não me importo. A gente tem sempre que pensar nos outros primeiro mesmo. Não é isso que ensinam? Fazer …

Quando o santo NÃO bate!

Ela é um amor de pessoa. Todo mundo a adora. Você sabe, já cansou de ouvir todas as suas qualidades, como ela é uma super amiga, divertida, engraçada, gente boa. Você nunca disse que ela não prestava. Talvez ela seja mesmo tudo isso que dizem. Talvez ela tenha o papo mais interessante do planeta. Talvez em outra situação ela pudesse ser um das suas melhores amigas. Talvez com o tempo...não. Sabe quando a voz te irrita? O jeito de rir é insuportável? Sabe quando a cara dá nojo? Sabe quando ela fala uma bíblia e tudo o que você consegue ouvir é "bla bla bla bla". Sabe quando cansa? Quando pesa a alma? Quando dá no saco? E, putaqueopariu, dá muito no saco. Puta voz chata. Puta cara de nojenta. Puta jeito de patricinha mimada metida a rica. Sabe aquelas que moram no Tatuapé e acham que tão no Itaim? Bota o pé no chão, amiga. Tira essa voz enjoada, fala direito. Para de forçar essa vozinha fina que todo mundo sabe que você não tem. Você tenta fazer esse jeito de fina e elegante …

Sobre decepções; ou "como alguém pode mudar aos seus olhos"

"As pessoas não mudam, nós é que mudamos nossas opiniões sobre as pessoas."
Engraçado que alguns anos de amizade, algumas centenas de conversas, algumas dezenas de segredos, tudo isso pode parecer algo tão distante por causa do tempo. Engraçado que algo que antes era tão palpável e tão concreto e tão verdadeiro agora pareça simplesmente memórias de um passado que eu sequer consigo me lembrar direito. Não tenho saudade da amizade, da sensação, das risadas. Por mais que eu queira sentir, é como se eu já não pudesse. É como se a pessoa que compartilhou tudo aquilo comigo já não existisse mais. Eu tenho a pessoa por perto, ainda converso, mas já não é a mesma coisa. Dizem que o tempo passa e as pessoas mudam. Talvez seja mesmo verdade. Ou tudo não passe de uma questão de opinião. A gente tem esse poder de admirar muito uma pessoa e logo em seguida não saber o porquê de tanta admiração. Acontece com os ídolos do passado, acontece com antigos colegas, antigos namorados. E acontece c…

Pessoas esquecem.

Ela fechou os olhos e contou até dez, como sua mãe lhe tinha ensinado a fazer quando tivesse vontade de bater em alguém ou chorar em público. "É só contar até 10 e respirar fundo." Lentamente, ela o fez. E depois seguiu em frente. Acordou cedo, tomou seu café da manhã, foi para a faculdade, tudo igual. Ouviu as fofocas, deu risada das piadas, tudo igual. Fingiu que o buraco não existia. Ninguém valia tanto a pena assim para merecer tantas lágrimas e discursos sobre a falta que fazia. Quando a gente sente mesmo, quando dói de verdade, não temos muita vontade de falar para ninguém. Apenas guardamos em silêncio e esperamos até esquecer. Até esquecer.

Foi vivendo sempre tudo igual, sem se deixar abalar. Pelo menos, sem se deixar abalar publicamente. Foi fingindo tanto que tudo estava bem, que não sentia falta, que a vida é muito mais importante do que alguma decepção qualquer por causa de sua mania boba de acreditar. Até que uma hora as coisas simplesmente ganharam vida própria. …

Carta à Maria

Maria, 

Talvez você estranhe esse meu contato agora, sem um porquê definido ou sem alguma data comemorativa que o explique. Mas é que você sabe, me conhece (ou conheceu, já não sei mais), sou dessas que guarda as coisas para si até estourar e ter que colocar para fora. Guardo em mim, como uma frase de música que ecoa sem parar na mente, aquela mensagem de texto que você me mandou. Não tive créditos de lhe responder naquela ocasião, além disso eu estava brava (e talvez ainda esteja) e magoada e decepcionada. Decepcionada, além de tudo, porque eu acabei acreditando nessas idiotices piegas de amizades eternas.
Você sabe, Maria, eu teria mesmo o que lhe responder sobre aquela sua última mensagem, e é isso que lhe faço agora, então a partir daqui saiba que essa carta é explicada por minha necessidade de lhe explicar o porquê desisti de nossa amizade. Aliás, acho que é aqui que mudo a nomenclatura e peço perdão pelo engano: nunca desisti de nossa amizade, em momento algum, nem por um segundo…

Felicidade é um chocolate quente

Não precisou de muito, além de um cobertor e um copo de chocolate quente. E depois, tudo bem. Sem aquele peso nas costas de quem carrega o mundo e acha que não dá para ser leve e contente nesse mundo. Sem aquela frustação por não entender qual é o objetivo de tudo, de onde a gente vem e para onde a gente vai. Sem aquela necessidade absurda de descobrir se destino existe, se há o dia certo para morrer. Apenas apoiou a cabeça no travesseiro e assistiu à televisão como se pudesse mesmo esvaziar a mente e esquecer de qualquer suposto problema que ela achava que não tinha solução. E dessa vez, acreditou mesmo que existia solução para todos os seus problemas. Como é que alguém não consegue ser simples e feliz, hein? Em frente à televisão, assistindo algum romance qualquer, quentinha na cama, tomando seu chocolate quente. Como alguém consegue passar tanto tempo achando que precisa de mais? A felicidade se resumiu a um chocolate quente e uma cama acolhedora. E amanhã ela pensava no que mais …