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Mostrando postagens de Setembro, 2010

"Você não sai da minha cabeça mais..."

Ele tem o sorriso mais lindo que eu já vi na vida. E só. Todo o resto do conjunto é simples e não faz exatamente meu tipo. Não que eu tenha exatamente um tipo. Ele não tem nada demais e acho que é isso o que mais me encantou, porque ele parecia realmente alcançável e eu entendi porque alguém como ele reparou logo em mim. Se ele fosse perfeito e lindo e todas aquelas coisas que podem fazer parte do meu tipo, talvez eu não entendesse. Mas eu entendi ele e seu lindo sorriso mais lindo de todo o universo. Alguém como ele pode reparar em alguém como eu. Pessoas comuns podem reparar umas nas outras e isso é normal. E se a gente desfilar por aí, ninguém vai ficar perguntando: o que ele viu nela? Ou o que eu vi nele? Mas eu não hesitaria em responder que vi um sorriso. O mais lindo. Eu não tive aquele papo cabeça com ele e nem sei metade das coisas que eu queria saber sobre ele. Ele também não sabe nada do que precisava saber sobre mim para que pudesse se lembrar de alguma coisa. Mas eu tenho…

Cinza

“E de vez em quando tudo o que a gente quer é mesmo dar um tempo da vida.” (Tati Bernardi)



Alguns dias nublados me fazem pensar em suicídio. Calma, não precisa começar a procurar a carta de despedida ou olhar pela janela se eu não tô lá estatelada no chão. Não é isso. Mas é que é cinza. E, vá lá, cinza não é das cores preferidas da maioria das pessoas. Cinza me dá sono e preguiça e vontade de ficar na cama o resto da eternidade. É isso: esse suícidio de um dia, esse direito de não existir. Dias nublados me dão vontade de não existir. Aquela vontade de não levantar e não tô falando de depressão ou tristeza profunda ou qualquer coisa de gente que pensa realmente em deixar de existir pra sempre. É só essa preguiça que dá de levantar da cama e tomar café e sorrir e falar e ouvir e tudo que a gente precisa fazer quando existe. Às vezes não dá vontade. É só uma necessidade absurda de abraçar o travesseiro e falar: tá, quando o sol voltar me chama. Não dá pra se sentir triste e frustrado e can…

Celular

Quando olhei para o celular pela trigésima vez naquele dia, senti vergonha. Eram três horas da tarde e eu parecia uma dessas idiotas que ficam olhando o celular de cinco em cinco segundos. Eu parecia uma dessas idiotas que ficam nervosas cada vez que o telefone toca achando que poderia ser. Mas nunca é. E eu senti uma puta vergonha disso. 


Não é assim. Não sou assim. Não era assim. Olho o celular e eu entendo. Não é amor, não é paixonite aguda, não é qualquer-coisa-idiota à primeira vista. É só esse vazio gigantesco que bate de vez em quando e faz o nível de carência aumentar significativamente. É essa falta que dá uma pontada na barriga e faz eu ficar pensando em alguém antes de dormir. 


Não é amor, não se sinta assim tão honrado e orgulhoso. Não se ache tanto. Porque não é amor e nem nada do tipo. É só vazio. É só falta. É só carência. É só essa manina boba e chata de ficar imaginando como poderia ter sido uma história de amor. É só essa mania de hollywoodizar tudo. De ver conto de fa…

O dia que eu superei você

Outro dia te vi na rua. Foi quando descobri que todo aquele papo sobre estar mudando era mesmo verdade. Se eu te contar que não tremi dos pés a cabeça, você acredita? Não tremi. Aí descobri que aquele amor platônico e unilateral que eu nutri por você durante todos esses anos simplesmente acabou.
Olhei pra você e de repente sua boca meio arroxeada me irritou de um jeito. Seu moicano tava bagunçado e eu lembro que eu pensei que tinha uma época que eu achava seu cabelo a coisa mais maravilhosa do universo. Não senti a necessidade imensa de me esconder porque não me achei bonita o suficiente para que você pudesse me ver e todas aquelas baboseiras. Simplesmente passei por você sorrindo como nunca tinha sorrido na vida. 
E ali estava o que eu mais tinha esperado durante todo esse tempo: eu tinha te superado. É verdade, talvez eu não tivesse te esquecido, porque senão eu nem me importaria em reparar o que me agrada e o que não me agrada mais em você - eu simplesmente passaria. Talvez eu esteja…