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Fins definitivos; ou Não mendigo amizade.

Não mendigo amizade. Não faço o tipo que liga trezentas vezes e insiste em um relacionamento unilateral. Quem gosta, não despreza, não deixa de lado, não esquece pra sempre, não deixa de se importar. Quem gosta, mostra que gosta. E ponto. Então não vou sair por aí implorando que me amem, que me adorem, que me considerem a melhor amiga. Não vou sair por aí pedindo desesperadamente um pouquinho de atenção, de tempo, de colo, de ombro amigo. Tenho pra mim que é necessário muita carência afetiva para implorar afeto de quem não se importa. Faço mais o tipo que vai e não volta. Que vê a porta batida na cara e procura outra porta. Faço mais o tipo que deixa pra lá. Não porque não me importo, me importo, demais, com os meus sentimentos. Quebrei a cara demais. Quebrei o coração demais. E quando você tá quebrada e destruída você aprende muita coisa. Que se você não se valorizar e não valorizar seus próprios sentimentos, não vai ter ninguém que faça isso por você. Que amar alguém não implica necessariamente em implorar que aquela pessoa te ame de volta. Que às vezes tudo o que te resta é contar com três ou quatro amigos eternos, mas que estão mesmo do seu lado haja o que houver. E não ficam só nas promessas cansativas de uma amizade sem fim. Não mendigo amizade. Porque amo a pessoa o suficiente para respeitá-la na decisão de não corresponder o sentimento. E me amo o suficiente para saber quando já deu. Já deu. Faço o tipo que vai e não volta. Você sabe. Fui.

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