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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

Vou dar um jeito de ser.

Oi, tudo bem? Você se lembra de mim? Será que algum dia, algum minuto, alguma hora, algum segundo. Será que você lembra? Será que dá uma pontada no seu peito e um frio no seu estômago? Será que você sente vontade de vomitar? Será que tem um vazio dentro de você que você não consegue preencher com amigos, família, festas, bebidas? Nada?  Eu não queria, eu juro. Eu insisti mais do que deu, mais do que pude, mais do que devia. Eu tenho até vergonha do quanto eu insisti. Mas não dá mais, cara. Cheguei ao meu limite, entende? De algum jeito, sei lá como, o coração avisa: daqui não dá mais pra continuar. E eu não vou continuar. Eu desisti de você pelo motivo mais óbvio possível: eu preciso escolher, de vez em quando, a mim. Eu preciso deixar de escolher os outros. Eu preciso me colocar antes. Não "você e eu" mas "eu e você". E se não tiver troca, não dá. O coração não aguenta. Não mais. Eu não vou passar minhas noites e meus dias imaginando se você sente falta do mesmo j…

Então é Natal e o que você...ganhou?

O meu maior presente de Natal desse ano foi dado de mim para mim mesma. Foi uma troca entre meu coração e minha mente. Foi um pacto. Decidi perdoar minhas feridas abertas, as cicatrizes, as vezes que quebrei a cara com tudo no chão. Decidi perdoar meus erros, minhas escolhas, minhas lágrimas, meus amores não correspondidos. Decidi me perdoar de vez e perdoar todo mundo por aí que não soube me amar como eu esperava. Ou que não soube me amar de jeito nenhum. Decidi dar um fim em coisas internas, pouco a pouco porque sei que eu nunca consigo mudar de vez. Decidi que chega de tentar insistir em gente que desiste de mim antes mesmo de escolher tentar. Chega de ficar perdoando cada mísero erro - então decidi perdoar de uma vez só, todos que me machucaram, que erraram, que não se importaram. E decidi desistir dessas pessoas também. Chega de tentar ser muito amiga e não receber nada em troca. Eu sei que, supostamente, para ser uma pessoa melhor, eu deveria fazer as coisas por aí sem querer na…

"Janeiro já tá quase aí...."

Eu amo janeiro. É meu mês preferido e eu sei lá o porquê. Às vezes eu queria que fosse novembro, porque é o mês do meu aniversário e eu devia, sei lá, gostar do mês que eu nasci e essas coisas. Não sei. Novembro é sempre fim de ano, já ta tudo naquela correria insana que ronda dezembro. Janeiro não. Janeiro é leve. E não tem nada nesse mundo que eu goste mais do que coisas leves. Talvez por eu pensar demais, sentir demais, me pesar demais, goste tanto daquilo que quase voa, daquilo que quase me tira do chão. E janeiro voa. E me leva com ele. Janeiro é aquela garota de sete anos que abraça sua boneca e gargalha com alguma coisa que você nem sabe o que é, e te deixa curiosa, porque você queria gargalhar daquele jeito também. E janeiro é marcado por isso: crianças. Idéias crianças, sentimentos crianças, sonhos crianças. Tudo pequeno, tudo novo, tudo só planos que você quer colocar em prática. Janeiro é leve porque é fim e começo ao mesmo tempo. Não porque dia primeiro é o primeiro dia do…

O que eu quero da vida?

Eu não sei o que eu quero da vida. E não traduza isso como: ela não sabe que profissão quer ou qualquer uma dessas coisas que as pessoas colocam na cabeça porque acham que uma coisa só define sua vida inteira. Eu escolhi uma profissão. Mas não é isso. É muito além. É não saber mesmo, do tipo: e aí, no que isso vai dar? Quando eu era criança eu só tinha uma coisa na cabeça: eu queria ser importante. Uma hora eu queria ser atriz, depois cantora, depois presidente do Brasil. Com o tempo, eu só queria ser importante. Nem que fosse para uma pessoa só. Mas e aí, no que isso vai dar também? Eu não sei, eu não consigo me imaginar de verdade daqui a trinta anos, trabalhando com isso ou aquilo, casada ou não, com três filhos ou sozinha. Eu não consigo traçar direito nem meu próximo ano, que dirá minha vida inteira. Acho que tenho um bloqueio pra saber o que eu quero da vida. Não tenho esses objetivos traçados que nem muita gente que quer alcançar essas milhares de coisas do mundo. E meus sonhos…

E se fosse eu?

Assisto a filmes românticos me imaginando no lugar da mocinha. Fico pensando: podia ser eu. Enquanto tenho uma infinidade de amigas lendo livros de vampiros e bruxos e anjos, me concentro em meus romances que parecem muito mais reais do que qualquer outra coisa. Vampiros e bruxos e anjos talvez - vá saber, né - nunca cheguem em mim, mas o romance, talvez, se eu acreditar de verdade, aconteça. Finjo o tempo todo que eu não acredito mais no príncipe encantado, mas no fundo tudo o que eu queria mesmo era alguém que me abraçasse sem eu ter que pedir, que me entendesse sem eu ter que explicar. E não, não leia "príncipe encantado" e entenda "cara perfeito". Eu já entendi que não existe cara perfeito, porque não existe ninguém perfeito. Leia príncipe encantado e entenda: alguém que ame de volta. Alguém que te escute. Alguém que tenha ciúme de você, mas que tente - porque você vai perceber - não demonstrar. Leia príncipe encantado e entenda: a ligação no meio da madrugada …