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Beijo, bem.

Eu tenho uma porção de coisas entalada na garganta que queria te falar. Uma infinidade de sentimentos reprimidos que queria jogar na sua cara, te dar uma esbofetada com minhas palavras e um chute no estômago com as minhas lágrimas. Eu queria botar pra fora tudo isso que tá remoendo aqui dentro, que tá acabando comigo, que tá me fazendo chorar. Eu queria que você tivesse a coragem de enfrentar todo esse tempo de amor unilateral e que tivesse peito pra ouvir e responder o que eu tivesse pra falar. Ao invés disso, você preferiu ouvir um pedacinho do que eu gritei e virar as costas me achando a pior pessoa do universo. Sabe de uma coisa? Você é um puta de um covarde filho da puta. Que não teve culhões para ouvir tudo o que merecia e gritar suas desculpas. Você só virou a cara e resolveu nunca mais falar comigo. Quando dizem que indiferença é o pior sentimento de todos, eles têm razão. Eu achei que fosse morrer por não ouvir uma simples manifestação tua. Mas quer saber? Indiferença vem e indiferença volta. Vem falar comigo agora e vê se eu vou ligar. Vem ligar pra mim agora e vê se eu vou atender. Vem aí gritar tudo o que ficou preso e vê se eu vou ouvir. Tô me fudendo, meu querido. Casa aí. Sofre aí. Vive aí. To vivendo aqui. E quer saber? To rindo pra caralho. Beijo, bem. Vai curtir a vida que eu to curtindo a minha.

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