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Faz sentido?

Ela gargalha de um jeito desesperado. Buscando qualquer mísero sinal de alguma coisa que faça sentido no meio desse caos todo. E sorri pro mundo, esperando que ele lhe sorria de volta. Dezenove anos buscando alguma coisa palpável, alguma coisa concreta, alguma coisa de útil. E no fim do dia, travesseiro e ela e Deus. Nada mais. Relacionamentos que não vingaram. Amizades que não duraram. E uma dor. E a alegria de cair e levantar e se reerguer e viver de um jeito que só ela sabe. Sorrindo hoje e amanhã desidratando de chorar. E depois passou. Ela é do tipo que sofre até não aguentar mais, até o coração parar de sangrar. Mas que quando fica bem, fica bem de verdade. De bochecha rosada e um sorriso que encanta a todos. E que dura. Mas no canto direito do sorriso, naquela covinha na bochecha direita, naquele detalhe que todo mundo comenta: a espera de algo que fique. A espera de um abraço, de um beijo, de um amor correspondido. E aí ela gargalha de um jeito desesperado. Sem abraço, sem beijo, sem amor correspondido. Faz algum sentido nesse mundo não ter pra quem ligar na hora do desespero?

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