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Mostrando postagens de Abril, 2011

A falta que você faz.

O problema de tudo é que dói absurdamente fechar os olhos e ver tudo preto. Eu queria imaginar sua cara, seu abraço, seu beijo ou qualquer indício de que você existe ou possa existir. Mas não tem nada e isso é o que mais dói. Vou ao cinema de novo, vejo filme romântico de novo, procuro uma mão pra entrelaçar a minha de novo e nada. E não é desespero, não é ânsia, não é pedido de socorro. É só uma saudade absurda de alguém que nem existe. É só uma saudade absurda de pertencer, de ter, de ser. Não sou a última romântica do mundo. Sou insensível quando deveria não ser. Sou a pessoa mais sensível do mundo quando assisto a um filme romântico. Sou imperfeita em um montão de coisas, mas eu queria poder ter a chance de tentar ser perfeita para alguém. Só uma vez. Só por tentar. Tenho medo de admitir que eu precise de alguém. Porque vão dizer que eu não preciso, não estou na idade, tenho que aproveitar a vida. Mas se soubessem que é quando eu aproveito a vida que a sensação de vazio aumenta ma…

Desabafo - guardado desde sexta.

Tem gente que anda me irritando profundamente. Sei lá se eles realmente são irritantes ou se sou eu que ando uma chata de merda que não consegue aceitar as características, os defeitos e as necessidades das pessoas. Talvez seja tudo junto. O fato é que eu não suporto – há tempos – gente que soa falsa em amizades ao meu redor. Gente que quando precisa é um amor – e te faz sentir amada e amiga e querida. E quando não precisa, está lá, correndo atrás de outra pessoa, te deixando com cara de tacho, porque você já se tornou dispensável e ninguém mais precisa de você.

Amizades deveriam ser algo além de interesses, eu acho. Mas também não sei mais o que é certo ou o que é errado, porque tenho caído de joelhos no chão com muita freqüência porque decido acreditar nas pessoas, nos sentimentos, na vida ou qualquer coisa assim. Então sei lá: às vezes sou eu que estou errada porque ainda espero alguma coisa dessas pessoas que me cercam.

Mas não quero – e não vou – fazer parte de joguinhos de inter…

Confesso

Confesso, acordei achando tudo indiferente
Verdade, acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante?
Quem sabe o amor tenha chegado ao final?
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta, é como olhar pra trás
Não vou mentir, nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo, eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
As poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
(Confesso – Ana Carolina)


Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente .. um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confe…