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Das resoluções pra 2012

Passei da fase de fazer listinhas do que quero conquistar nos próximos anos. Melhor: passei da fase que faz qualquer tipo de lista, de qualquer coisa, em qualquer situação. Descobri, com o tempo, que sou o tipo de pessoa que lida melhor com a vida me levando do que querendo levar a vida. Talvez pelo simples fato de que quase nunca saiba para que lado quero levar minha vida. Talvez porque eu não queira levar minha vida para lugar algum além de uma praia calma, com tranquilidade e água de coco. 
Quando pulei as sete ondas na praia, na última virada de ano novo, não desejei aqueles velhos desejos de anos passados. Nada de namorado, mil viagens ou coisas do tipo. Desejei, apenas, que fosse fácil, simples e leve. Leve. Taí uma coisa que eu não vinha sendo nos últimos anos. Desejei uma leveza sem tamanho, e por isso me permiti também ser leve naquela noite e agradeci por todos os outros anos que me levaram até ali. E fui leve o suficiente para pular as sete ondas sem ficar me questionando porque raios eu estava pulando, se aquilo funcionava, se dava certo, se precisava. 
Cheguei em uma fase da minha vida que descobri que a beleza da vida é ser simples. Então, minhas resoluções para 2012 foram na base da simplicidade: desejei buscar 366 sorrisos diferentes. Desejei conhecer mais: novas pessoas, os mesmos amigos, a mesma família, novos lugares, novos livros, novos cantores, novos e velhos sentimentos. Desejei uma coragem sem tamanho pra poder encarar a vida sem dramatizar tudo, sem complicar sem necessidade, sem chorar por cada arranhão. Desejei me libertar de gente que só pesa e não acrescenta em nada. Desejei me libertar de sentimentos que fazem o mesmo. 
E que eu sorria, muito, todos os dias se for possível. O que vier a partir e além disso é lucro. Decidi nessa virada uma coisa fácil, simples e leve: agora começam os melhores anos de minha vida. E isso não é um achismo. É uma decisão. 

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