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É isso.

Passei grande parte da minha vida achando que você teria sido o cara certo para mim. 
Olha só que coisa ridícula e sem sentido: apesar das suas mancadas, apesar dos seus avisos, apesar dos nossos amigos que gritavam que você não era bom para mim, eu insisti nessa minha mania idiota de amar o cara errado. 
Acho que eu nunca falei isso em voz alta (e nunca irei falar, pois agora já não é mais do que passado): Eu amei você. 
Talvez o que tenha me bloqueado a falar isso aos quatro ventos tenha sido o mesmo motivo que te impediu de se entregar a mim: alguma parte da gente sabia perfeitamente que a gente não se encaixava, não dava certo, não ia para frente. Mas a gente insistia porque é triste desistir tão cedo de uma coisa que a gente demorou tanto para conquistar e quis tanto e sonhou tanto. 
Talvez em algum outro momento da nossa vida, talvez em outra vida, eu teria sido a sua garota. Nessa, aqui, não. 
Ainda machuca te ver tão longe de mim pelo motivo mais óbvio: não suporto que roubem meus sonhos. Você era isso: um sonho. Sabe quando a gente idealiza em alguém tudo o que queremos para o resto de nossas vidas? Quando eu olhava para você, tinha isso. Eu imaginava nossa casa, uma família, nossos filhos, uma vida estável.
Aliás, a gente nunca teve um relacionamento estável. E nem é por tudo isso aí que sempre falam da gente, nem é pelas brigas, nem é pelas feridas. A gente só não conseguiu.
A gente não conseguiu. É isso, só isso. 

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