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Mostrando postagens de Abril, 2012

Minha pequena e rara

"Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo".  (Soul Love - À noite o céu é perfeito)
Você nunca está preparado para receber a notícia. Mesmo que seja esperada (e olha que é, porque é aquela coisa universal que vai acontecer com to-do mundo). Mesmo que já venha sendo anunciada por alguma doença, por algum motivo, qualquer coisa assim. Pior ainda se não tem aviso, se é rápido, se é do nada, se nem dá tempo de você respirar. Você nunca está preparado para receber a notícia.  Não tem abraço, não tem beijo, não tem apoio, não tem palavra, não tem ajuda. Por mais que tudo isso amenize, nada disso serve de verdade. Dói do mesmo jeito. E dói muito. Muito. Dói de um jeito que eu nunca vou saber explicar e também nunca vou saber como é a dor do outro. Dores só suas, sabe? Ninguém nunca vai sentir igual, mesmo em casos parecidos. Ninguém nunca vai conseguir quantificar: se é pouco, se é muito, se vai p…

Por favor e obrigado, minha mãe me ensinou a dizer...

Depois de idas e vindas, trezentas promessas de que nunca mais voltaria para essa posição, algumas noites sem dormir, alguns potes de sorvetes acabados e novas maquiagens para disfarçar as olheiras, aqui está você de novo. As mesmas decepções de antes e aquela velha sensação de ter se entregado mais do que deveria. A velha sensação de ter tido o amor explorado, usado, abusado. Coisas que só gente que costuma se importar demais costuma sentir. Mas ah, nunca mais, nunca mais ser tão amiga, nunca mais ajudar quem não pede, nunca mais ajudar quem não tem poder nem de dizer obrigado. Porque você não é obrigada e nem vê amizade como obrigação. 
Um milhão de gente que vê amizade como obrigação: de estar ali, de limpar a lágrima, de ouvir o desabafo mais longo do mundo, de levar para sair porque acabou o namoro, porque foi chifrada, porque não tem mais ninguém, porque a família tá brigada, porque a vida tá um caos. Um milhão de gente que aponta o erro, mas esquece cada mísera vezinha que você …

Como se nós nunca tivéssemos nos amado

Ele está lindo, eu pensei. E senti um aperto gostoso no peito, uma saudade sufocante, mas que por outro lado me fazia lembrar de tudo oque a gente viveu. Ele está lindo, ele está lindo, ele está lindo, eu repetia. Para não reparar no segundo fato daquela noite: você não estava sozinho. Você não estava sozinho, você estava feliz, estava bem, estava seguindo a vida, coisa que eu deveria ter feito também. Ele está lindo, mas não é mais meu. 


Não é mais meu. O sorriso que antes era, o abraço que antes era, o carinho que antes era, a atenção que antes era, o dia-a-dia que antes era, o futuro prometido que antes era. Não é mais meu o amor que antes era. E eu me pergunto: como é que você fez para esquecer a gente assim tão rápido? Porque, para mim, parece tão difícil e doloroso. Por que para você foi tão rápido? Tão fácil? Não era para ser fácil. 


Não era para ser fácil, porque você dizia que me amava. E aí você virou as costas e sumiu e me tirou da sua vida e se tirou da minha. Está certo que…

O que dizem as más línguas...

Dizem que você vai casar. Olha só que coisa irônica: em outros tempos todos também diziam isso, mas a noiva era eu. Em outros tempos, para ser mais exata, todos só falavam sobre a gente. Éramos o casal mais lindo, tínhamos o amor mais puro, teríamos o final mais feliz. Mas quando o final chegou, ele foi tudo, menos alegre. Não teve nada de felizes para sempre. Despejei em você meus gritos histéricos de menina mimada que não sabe o que fazer quando não tem suas vontades atendidas. Você despejou em mim sua falta de jeito, sua eterna incompreensão do que era amar.
Disseram que a gente ia voltar. Falaram que era coisa passageira, que a gente se amava, e quem se ama fica junto. Disseram que seu sorriso era sincero quando ouvia meu nome. Até acreditei nos outros. Acho que você também acreditou, porque tentamos mais uma vez, insistimos sem fé no nosso amor. Nos machucamos, gritamos, choramos, cometemos os mesmos erros por incompatibilidade de gênios.
Incompatibilidade de gênios. Demoramos pa…

A gente foi demais (ainda amo você, ok?)

Já faz tempo. Você mudou, eu mudei, a gente cresceu. A vida passou, olha só que coisa bonita, mas aí o passado ficou pra trás também. Já faz tempo, a gente não se vê mais com aquela frequência, nem se abraça, nem divide nossas vidas, nem comenta mais sobre todas as outras pessoas do mundo. Mas outro dia, outro dia bateu essa saudade louca que só dá de gente de quem a gente gostou muito, sabe?
Lembrei de um tanto de coisa que me fez rir sozinha. Só coisa boa, porque chega uma fase que não faz mais sentido guardar sentimento ruim. Além do mais, não guardo nenhum sentimento ruim de você. Só sentimento bom e lindo, por tudo o que a gente viveu e riu.
E a gente riu muito, não é? 
Você lembra daquele dia que a gente tava sozinha em casa e era madrugada e a gente via TV? A gente começou a assistir um filme de terror qualquer, daqueles bem mal feitos e a gente ria até chorar. A gente sempre ria até chorar. Nunca era risadinha boba, nem sorriso amarelo, a gente ia até o fim das consequências, daq…

Estive aqui...

Eu estive aqui. Quando você precisou, quando não precisou, quando caiu, quando ralou a cara no chão, quando desacreditou em si mesma, quando desacreditou no mundo, quando desacreditou nos outros. Eu estive aqui. Quando precisou de uma mão, um braço, um ombro, um colo, um abraço. Eu estive aqui. Quando ninguém esteve, quando deram as costas, quando o sonho falhou, quando a força falhou, quando a fé falhou, quando o amor falhou. Quando você quis desistir, quando a faculdade não deu certo, quando o namoro acabou, quando você quis largar tudo, quando você não queria mais nada, quando achou que nada mais ia dar certo. 
Estive aqui. Quando me quis por perto, quando me quis longe, quando me puxou pra si, quando me expulsou sem saber se ia me magoar. Eu estive aqui. Até quando não esteve, até quando também me deu as costas, até quando desistiu de mim, até quando preferiu o namoro passageiro. Estive aqui. Mesmo quando voltou, mesmo com o rabo entre as pernas, mesmo sem o pedido de desculpas for…

Nossas curiosidades

O curioso é que a gente tem vontade de gritar e não grita. Tem vontade de chorar e não chora. Tem vontade de abraçar e não abraça. O curioso é que a gente morre de vontade de correr atrás, de dizer que sente falta, de dizer que perdoa. Mas o orgulho não deixa, o coração não deixa, o nariz em pé não deixa. O curioso é que a gente diz que não vai mais acreditar em ninguém, mas acredita. Diz depois que não devia ter acreditado, mas acreditaria de novo. O curioso é que a gente diz que não vai mais amar, mas ama. Diz que não vai mais chorar, mas chora. Diz que não vai mais voltar atrás, mas volta. O curioso é que a gente sente vontade de largar tudo, mas não larga. De jogar tudo pro alto e não joga. Sente vontade de ligar e não liga.

O curioso é que a gente segura a risada e depois reclama que queria rir mais durante os dias. A gente segura o choro e depois reclama de uma tristeza eterna sem motivo aparente. Segura a raiva e depois reclama que fica doente. O curioso é que a gente segura, s…