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Eu e minha grande fé na humanidade (só que não)



Mas meu Amigo volte logo, venha ensinar meu povo. 
O amor é importante.
Vem dizer tudo de novo!
(Todos estão surdos - Roberto Carlos)


Eu queria ter muita fé no mundo. Queria ter essa certeza de que as coisas iam melhorar, que há uma luz no fim do túnel, que dá para acreditar no ser humano. Queria conseguir olhar para todas as notícias no jornal e dar mais do que um sorriso que fosse. Queria só ver coisas belas e felizes, queria acreditar que ao menos dá para mudar o quadro e começar tudo de novo.

Queria olhar para um sorriso e achar que aquilo é a coisa mais importante do mundo. Queria não ver tanta tristeza, tanta pobreza, tanta maldade no coração das pessoas. Queria ver menos gente amargurada o suficiente para só saber atacar o próximo e não fazer nada de bom.

Meu pai diz que há mais gente boa no mundo do que ruim. Queria acreditar nisso também. Queria nunca mais ter que desconfiar de ninguém. Queria poder sair na rua sem o medo de ser assaltada de novo. Sem o pavor de virar a esquina e alguém acabar com a minha vida. Sem o medo de receber uma notícia horrível de mais uma dessas maldades que fizeram contra alguém que eu amava muito. De novo.

E aí eu acabo de novo nessa minha eterna incompreensão do ser humano. Desacredito, de novo. Não entendo, não aceito, não quero acreditar. Umas maldades tão grandes, uma falta de amor, uma falta de solidariedade. Que pena. Eles entenderam tudo errado, Deus.

Decidem matar um cachorro só por ele parecer um pit-bull. E se fosse? Que tipo de ser humano é esse que mata com essa calma, com essa falsa crença de que está fazendo o certo? Que mundo é esse?

Não sei que mundo é. Mas, hoje, me perdoa Deus, tive vontade de parar o mundo e jogar a chave fora. Puxado.  

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