7 de outubro de 2012

Só pra acabar a história: adeus


"Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta. Tens meu número, na verdade, meu coração, então se sentir vontade de falar comigo, me procura você. "
(Caio F Abreu)

Perguntaram para mim por onde você anda. Disse que sumiu, e fim. Afinal, você sumiu e fim. Não teve uma briga, um motivo, algo que nos afastasse. Você disse que sempre estaria aqui e não esteve. Disse que iria me prestigiar em minhas vitórias e não prestigiou. Disse que éramos especiais e não éramos. Desapareceu. E só.

Perguntaram para mim o que eu te fiz. Quis devolver a pergunta. O que eu te fiz? Não fiz nada, e talvez isso tenha sido um grande erro. Não corri atrás, o que pode ter sido meu grande pecado. Mas depois de te puxar tanto a mão nas suas idas, deixei que fosse sem amarras, para reparar se você tinha qualquer ímpeto de voltar. Não voltou. Desapareceu.

E a coisa, pelo o que parece, foi pessoal. Com os outros, você continua bem normal, bem presente, bem amiga e bem companheira. Comigo, então, deve ter algum problema bem grave, para não merecer assim tanto a sua atenção. Para não merecer que você se preocupe ou finja afeto quando te perguntam sobre mim.

Te perguntam sobre mim e você não quer responder. Muda de assunto, se perde em rodeios, diz que continua minha amiga, que logo estaremos grudadas de novo. Me perguntam sobre você e eu dou um sorriso sem graça, de quem não tem desculpa para uma amizade que acabou. Tem desculpa? Não. Despareceu.

Queria que tivéssemos uma última discussão. Queria que você assumisse que o problema foi que preferiu ficar do lado dele e não do meu. Que se rendesse e me contasse que não quer mais ouvir meus lamentos infantis, mimados e egoístas (as mesmas palavras que ele sempre falava). Queria que chegasse em mim e dissesse: “Olha, sou mais amiga dele do que sua, então é para lá que eu vou, do lado dele”.

E eu entenderia. Aceitaria. Sofreria, é claro, mas te acharia de uma sinceridade e pureza sem tamanho. Sentiria sua falta, é claro, mas entenderia que não é mesmo possível ouvir os dois lados da mesma história e ficar assim tão imparcial. E teria uma desculpa para usar quando me perguntassem sobre você: “incompatibilidade de lados”.

Mas não. Você só desapareceu. Mudou comigo, sem uma carta de despedida, sem desculpa aparente, sem último abraço, nem última briga. E agora me perguntam sobre você, dou uma risada sem graça e cantarolo: Y desapareció, sumió sin avisar...

Desapareceu. E só para acabar a história: Adeus


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