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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

O dia que eu não soube andar de bicicleta

Eu desaprendi a andar de bicicleta.
É, pois é, decidi contrariar todos os ditados populares e desaprendi. Um dia, eu tinha nove anos e ia de um lado para o outro, com minha super bicicleta rosa da Barbie sem rodinhas. Eu me achava a dona do mundo. Coitada, tão novinha. Coitada, crente que estava arrasando porque conseguia se equilibrar em duas rodas.
Nesse meio tempo, entre meus nove anos e os 21, já achei que sabia muita coisa nessa vida. Achei que via sentido nas coisas, achei que sabia a religião certa, achei que sabia responder qual é a resposta dessa porra toda. Achei que sabia pra onde as pessoas iam quando morriam, achei que sabia o que elas pensavam, achei que sabia o que era amizade verdadeira e eterna. Achei até que sabia amar. Coitada da menina, cresceu crente que dá mesmo pra aprender alguma coisa pra sempre nessa vida.
Não tenho mais religião, não sei qual é o sentido de tudo, nem qual a resposta pra porra toda. Não sei se há vida após a morte, nem ouso mais tentar adivinhar…

A primeira vez que fui embora

Você nunca assumiu a culpa por nada quando se tratava da gente.
Era sempre eu a que desistia primeiro, a que errava mais. Você não. Você era o cara sério, perfeito e maduro que levava a relação adiante. Se é que eu posso chamar assim, não é? Relação. A gente nunca teve nem isso.
Jogar a tolha, gritar, fazer escândalo e dizer que nunca mais iria voltar: tudo isso era tarefa minha. Você só se fechava no seu mundinho e agia como se não importasse. Fechava a cara, ficava mal humorado, começava a me tratar como uma qualquer. Mas dar chilique? Não. Isso era demais para o seu jeito adulto de ser. E, por isso, a primeira a ir embora fui eu. Fui eu sim, a que desisti da primeira vez. Fui eu sim que arrumei minhas coisas, dei as costas e deixei você sem entender os porquês. Eu sempre fui imperfeita demais para você. Eu sempre fui infantil, sempre cansei rápido, sempre agi como uma imatura. Não era isso o que você sempre dizia quando queria me magoar? Eu lembro.
Você estava tão ocupado procurando o…

Sobre como eu não morri por você

Eu corri para o bar mais perto na Augusta e pedi quatro doses de pinga, assim, de cara. Eu sei, eu nem sou de beber, mas eu precisava anestesiar a coisa toda antes que tudo desmoronasse dentro de mim. Eu não sei fazer isso de sofrer por amor. Eu nunca sequer tinha amado na vida antes de você. Aliás, eu odeio isso de separar a minha vida em antes e depois de você aparecer. Por isso, eu fiquei lá naquele bar até o amanhecer e conversei com todos os caras que vieram falar comigo, dei o telefone para todos e fui para casa com um desconhecido.
Eu sei o que você diria se me visse naquela situação. Que eu era irresponsável, que eu fugia de relações sérias e me arrastava nesses contatos vazios com os caras de balada que eu conhecia. Os caras de balada que eu sempre levei para minha cama nunca partiram meu coração, como você tentou fazer quando arrumou suas coisas e foi embora. Eles nunca quiseram me ver sofrer, nem me ver arrependida por não me entregar, nem nunca exigiram que eu dissesse que …

O dia em que assumi que te amava

A noite tinha sido fantástica. Eu quase adormecia em seus braços, você tinha a respiração calma, e eu tive a primeira grande certeza da minha vida: eu tinha nascido para aquele lugar. Os seus braços. E aí, antes que eu pudesse deixar minha maldita boca bem fechada, eu disse. A voz rouca, os olhos fechados, a respiração presa: acho que eu amo você. Você não respondeu. Não soube se você nunca chegou a ouvir ou ainda não me amava. Adormeci depois de ter me jogado em um precipício, sozinha, sem sinal de cama elástica no fim da queda. Eu sabia que estava me metendo em uma enrascada, mas tinha a leve impressão de que por você valia a pena. Eu amava você. E estava feliz por assumir pela primeira vez: para mim e em voz alta.  Eu entreguei meu coração inteirinho para você naquela noite. Embrulhei para presente e guardei direitinho em uma frase sussurrada, depois de uma noite de amor. Deixei no cantinho da sua cama, para que você acordasse e pudesse sentir todo o meu amor por você. Através do meu…

O começo do nosso fim

Todos os homens do mundo te achariam linda. Eu fui só mais um nessa lista. Aliás, na sua história, eu não passei disso: só mais um. Apesar dos seus olhos claros, do seu sorriso enorme e seu corpo escultural, eu não caí de amores na primeira vez em que te vi. Meu coração já era de outra e você, aos meus olhos, era apenas mais uma mulher bonita no mundo. E eu nunca fiz questão de amar mulheres bonitas na minha vida. Nossa história começou, na verdade, em nosso reencontro. Quando nos esbarramos de novo e fomos obrigados a passar mais tempo juntos e unidos do que minha força de vontade e meu coração podiam aguentar. Meu coração ainda era de outra, mas, pela primeira vez, você não era só mais uma no mundo. Eu descobriria depois, mas quando comecei a sonhar com você em meus braços no lugar de minha namorada, meu destino já estava traçado: eu estava perdido. Eu me perdi em você. Não sei dizer o dia exato em que isso ocorreu. A hora, o mês, o ano. Não houve um momento exato em que você decidiu ocu…

Ainda vai levar um tempo

Eu não sei. Eu queria poder te prometer que vai passar. Que eu vou conseguir lembrar de você com carinho, que não vou esquecer nossa história nem as coisas boas que você fez para mim. Mas ainda tem um buraco aqui dentro, a sensação de derrota, de saber que um amor que tinha tudo para dar certo acabou com gritos e mágoas e decepções. Talvez um dia a gente ainda ria disso tudo, mas não hoje. Lulu bem sabia: "ainda vai levar um tempo pra curar o que feriu por dentro". Você me feriu inteirinha e vai demorar para passar. Ainda vai arder um bocado. Ainda vou chorar um bom tanto. 
Guardar nossas fotos vai me fazer sofrer. Odeio lembrar o quanto a gente já foi feliz. Odeio lembrar como você já me fez feliz. Eu queria lembrar só as coisas ruins com você. Talvez doesse menos. Talvez estivesse liberada a raiva que eu devo sentir. Mas eu sinto raiva e tanto amor ainda. Ainda tenho um carinho tão grande, uma vontade enorme de te proteger. Me odeio um pouco cada vez que lembro de suas lágr…

Obrigada, gente!

Oi, galera! :D
Eu tô aqui para agradecer a visita de vocês! O blog bateu 40 mil visualizações, o que para alguém que até outro dia tinha apenas 2 ou 3 visualizações por dia é bem surreal. Então: obrigada mesmo, gente! 
Obrigada pelos comentários, pelos elogios e por tudo mais! Vocês me alegram muito, sério mesmo! Perdão por não responder todos os comentários sempre, mas infelizmente às vezes não dá tempo, acabo lendo os comentários na correria. Mas leio tudo: comentários, e-mails, replys no twitter. Tudo, tudo, tudo. 
Muitos de vocês andam mandando textos por e-mail para que eu leia e dê minha opinião. Sempre que posso, faço isso, dou uma olhada, uma palavra de incentivo. Mas quero que vocês lembrem que não sou ninguém pra julgar se textos são bons ou não, tá? No que eu puder ajudar nos sonhos de vocês, posso até ajudar, mas não sou ninguém importante e ainda tenho muito pra aprender e melhorar também ;DD
Pra quem quiser conversar mais comigo, tirar dúvidas, me conhecer melhor, enfim, fiz…

Seja bem vindo, 2013

“E que venham novos sorrisos, novas histórias e novas pessoas” (Caio F).

Não tive as sete ondas para pular. Coisa de quem foi passar o réveillon no interior. Mas de resto fiz de tudo: comi as uvas, usei a lingerie nova, joguei champagne pelo ombro direito e mentalizei coisas positivas. Ainda que não faça grande diferença. Mal não vai fazer, não é? Digo, ultimamente eu tenho pedido para todos os santos, tenho feito promessas e tenho saído por aí com novas atitudes. Nada disso tem ajudado. Vou ver se Iemanjá, Deus ou Alá ajudam. O que eu quero nem é tão difícil assim. Só uma página todinha em branco. É lá pedir muito?
Vou explicar melhor então, 2013. No primeiro dia de todos os outros anos, eu sempre esperei algo melhor: um amor, um emprego, ou um desejo qualquer. Eu fiz prece pela Mega da virada. Eu rezei para algum parente melhorar. Todos os outros anos. E ouvi sempre a mesma coisa: não é o ano que tem que mudar, é você. Como se eu não soubesse. Como se a gente não soubesse, não é, ano n…