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Mostrando postagens de Março, 2013

Quando reencontrei você

Você tinha a mão colocada de leve na cintura dela. Essa foi a única coisa que eu reconheci em você: o jeito que a segurava era o mesmo jeito que você me segurou por todo o tempo em que esteve aqui. Seu cabelo estava diferente. Seu sorriso, suas roupas e seu olhar. Se eu esbarrasse com você na rua, distraída que sou, talvez eu não te reconhecesse. Talvez, eu tenha parado de te reconhecer bem antes de você ter ido embora.

No meu mundo ideal, eu não insistiria em um relacionamento em que só eu ainda estivesse tentando. Orgulhosa, eu arrumaria minhas coisas, pegaria minhas roupas e recolheria meus cacos. Iria reconstruir o coração em qualquer outro lugar. Mas aqui não é meu mundo ideal. E eu, ma-so-quis-ta, fiquei aqui, quis assistir a você fugindo de mim pouco a pouco.Quis sofrer vendo você deixando de me amar...

Eu sabia. Eu fingi que não, mas eu sabia. Eu me preparava, dia após dia, para o momento em que você fosse entrar pela porta e dizer que tinha acabado. Eu deixei que fosse você a t…

Fanpage do blog e algumas novidades

Ontem, finalmente, eu fiz uma página no Facebookpara o blog. E eu iria ficar muito feliz se vocês fossem lá curtir. Vou tentar - tentar, gente, porque vocês têm que lembrar que eu estou em ano de TCC - atualizar a página com conteúdos diferentes daqui, com imagens e indicações de blogs/ textos que eu curto, ok? Lá vai ser mais um espaço também que vocês poderão entrar em contato comigo, pedir textos e tudo mais. 
Outra coisa: eu ando querendo mudar algumas coisas no blog. Não sei, ando um pouco cansada de como ele está, textos sempre parecidos e tudo mais. Eu tenho uma lista ainda de sugestões de temas que vocês me enviaram por e-mail e, aos poucos, estou tentando colocar essas sugestões em prática. Desculpem a demora. Mas dessa vez eu queria pedir sugestões aqui para o blog no geral mesmo. O que vocês querem ver aqui de diferente? Ou curtem o blog nesse formato mesmo? Vou ler todas as sugestões e ver quais eu consigo colocar em prática considerando a minha agenda corrida. 
Por e-mail e…

Feito balões de festa junina

Eu já consigo dizer que acabou. Demorou, mas dei o braço a torcer. Nós não nascemos para dar certo. Hoje, depois de tanto tempo, consigo admitir isso sem grandes dores. Por mais que nós tenhamos nos amado, do jeito meio torto que sempre nos amamos, ou por mais que nós quiséssemos um final feliz, nós não nascemos para dar certo. Ainda que tivéssemos tentado mais um pouco, ainda que tivéssemos insistido, ainda que eu tivesse ficado e tentado mais uma vez ao invés de te deixar para trás e ir correr atrás dos meus sonhos. Nós não daríamos certo no final. Não adianta quão teimosos nós fôssemos. Nós éramos feito balões de festa junina: bonitos, mas altamente inflamáveis. E proibidos.  De longe, parecíamos inofensivos. Parecíamos livres, leves, soltos. Um amor de verdade, intenso, verdadeiro, eterno. Eterno, olha só. O que, de longe, ninguém sabia, é que o balão só voava enquanto durava o fogo. E nosso fogo apagou depois de ter incendiado tudo a nossa volta. Nós destruímos tudo o que podíamos…

Amigos, amigos, amores à parte?

Se nós dois vivêssemos em um enredo de comédia romântica, você estaria aqui agora. Nós dois teríamos uma história bonita para contar, alguma coisa sobre como nossa amizade serviu como base para um relacionamento sólido e feliz. Acontece que não houve cenas engraçadas, nem um final de filme. Nosso caso podia ter tido tudo, menos amor. E esse foi o nosso maior problema. 
A gente começou com você me dando um beijo no canto da boca e jurando que estava tudo bem. Eu segurei sua mão com força e não acreditei que aquilo poderia acabar mal. Afinal, eu não estava fazendo nada demais. Você também não. No que aquilo poderia acabar? A verdade é que nós dois resolvemos brincar com fogo, porque vivíamos dizendo por aí que não tínhamos medo de queimar. Acredita nisso? A gente mal sabia, não é? Mal sabia.
Os beijos roubados, os segredos compartilhados, os desejos atendidos, as noites sem compromisso. A gente achou que nada disso teria grandes consequências. Não iria pesar lá na frente. Amigos, amigos. …

O resultado de nossas acusações

A gente acabou. Não era para importar mais. Mas, de alguma maneira, você continua presa a mim e eu continuo preso a você. O tempo passou e o que foi dito, foi dito. O que não foi dito ficou gritando em nossos ouvidos também. As acusações que você não fez com palavras, fez questão de dizer em seus olhos, de jogar em indiretas, de colocar em cada música que escreveu. Você me acusou de tudo o que pôde, até de ter te culpado pelo nosso fim. Pior: você ainda me acusa.
Você e essa mania incansável de acreditar que eu coloco só nos seus ombros o peso de tudo quando se refere a nós dois. Como se eu não amargurasse os meus próprios erros cada vez que esbarro em uma foto, cada vez que encontro seu sorriso ou alguém me pergunta de você. Como se eu não engolisse em seco cada vez que escuto sua canção na rádio gritando o nosso fim, e me encontro inteiro exposto no refrão. Como se eu não sentisse uma pontada no peito cada vez que você aparece na capa de uma revista com seu mais novo amor da vida.
Pra…

Sobre o que nós fomos

É pra jogar na cara todas as vezes que você achou que eu era seu brinquedo e resolveu agir como se eu não tivesse sentimentos também? É pra escancarar para todo mundo cada chance que teve de fazer dar certo e, ao invés disso, resolveu agir como a menina mimada que insistia em ser? Então vamos falar para todo mundo que de coitada você não tinha nada. Você brincou o quanto pôde, destruiu tudo o que foi possível, estragou cada uma de nossas oportunidades. Fez o que quis de nós dois. Você sabe que fez.
Você quis esconder, quis disfarçar, fez de tudo para que não descobrissem, colocou panos quentes, empurrou nossa história para debaixo do tapete e, quando acabamos, de repente, quis gritar um amor que nem chegou a acontecer. E age como se tivesse feito tudo o que fez por falta de opção. Interpreta um papel de quem fez tudo o que pôde. No fundo, você sabe bem: o que te faltou foi coragem. Em autossabotagem você é profissional.
Vamos ser sinceros. Vamos escancarar nossas falhas. Mergulhar fundo…

Em quem dói mais?

Acabou. Um dia, sem aviso, depois de mais uma briga, ele vai. Ela fica. E em qual dos dois dói mais?
Quem fica, fica com uma infinidade de lembranças. A memória de tudo o que foi feito naquele sofá. Ou os cantos da casa que ainda guardam o cheiro da ex-pessoa-amada. Aquela poltrona preferida, aquela caneca velha que guarda resquícios do último café tomado, aquele abajur quebrado na última briga. Quem fica, fica com objetos esquecidos atrás da porta, a frase rabiscada na parede e o armário revirado. Com o colchão da cama que ainda guarda a posição do corpo. A toalha esquecida, eternamente molhada depois do último banho. Os filmes que ele deixou em cima da estante, o livro que não acabou de ler e os bilhetes que deixou ao longo dos anos. Quem fica convive com as paredes, as janelas e as portas de uma casa que desabou, mas continua em pé.
Quem vai, vai com os resquícios de um coração que partiu. Além de seu próprio coração partido. Vai, sabendo que pode se arrepender um dia de não ter fic…

A gente tentou...

A gente tentou. Todo mundo sabe bem que a gente tentou. De vez em quando, eu penso que a gente tentou até mais do que devia. Até mais do que o coração aguentava. Talvez seja por isso que não dê pra aguentar mais. Talvez seja por isso que você escuta meu nome e foge do assunto. Talvez seja por isso que você nunca mais ligou, nunca mais quis saber de mim, nunca mais mandou um recado, nunca mais me enviou uma mensagem nas redes sociais. Talvez seja por isso que você não me ama mais.
Eu demorei um tempo pra aceitar que você tinha outra. A mulher que você sempre quis. Eu fingi que eu não via que a brincadeira ficava séria. Que, pela primeira vez, alguém conseguia ocupar o posto que era meu. Eu brinquei de ser cega, só pra não ter que admitir pro meu coração que eu tava te perdendo pouco a pouco, e ela te ganhando a passos largos. O que me conforta nisso tudo é que a gente tentou.
Tentou encaixar as personalidades opostas. Tentou fazer dar certo. Eu tentei ser mais adulta por você. Você tento…