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Mostrando postagens de Agosto, 2013

As mulheres de hoje e as mulheres de mil anos atrás

Não me interessa saber, exatamente, qual a época da mulher de mil anos atrás. Não importa em qual contexto político vivia, tampouco os problemas econômicos que enfrentava. Eu quero falar é sobre quem era essa mulher: educada com conceitos machistas, subordinada, subestimada, calada, cheia de regras do que podia ou não fazer. E quero falar da mulher de hoje. E de como eu espero que seja o mundo para a mulher de amanhã.
Se você olhar ao seu redor, verá que nós conquistamos muito. Saímos de casa, começamos a trabalhar fora, começamos a vestir o que temos vontade, passamos a ir para bares, baladas, restaurantes, para o mundo. Se você olhar bem mesmo, porém, verá que ainda falta tanto. Ainda somos julgadas como “vadias” se usamos roupas curtas demais, se ficamos com mais de um cara na mesma noite e fazemos o que nos dá na telha com o nosso próprio corpo. Ainda temos que nos sentir enojadas ao passar na rua e escutar um “gostosa” qualquer. Ainda pensamos duas, três ou milhares de vezes antes…

Obrigada pelos bons tempos

Obrigada pelas cervejas divididas nos bares de esquina que você me levava. E pelas noites nos motéis baratos em que me abraçava e jurava que nunca iria partir. Obrigada pelos rolês errados e pelas noites certeiras em que nós não fazíamos nada, mas parecíamos mais felizes do que qualquer outro dia. Obrigada por te me apresentado seus amigos e ter me deixado fazer parte da sua vida mesmo quando você já sabia, no fundo, que eu não duraria muito tempo.
Obrigada por ter me feito sentir especial. Por ter aumentado meu ego. Por ter me acompanhado nos jantares de família, nos aniversários dos meus amigos e nas datas comemorativas que diziam que você deveria me amar. Obrigada pelas flores, mesmo que elas tenham morrido junto com todas as suas juras de um futuro que nunca chegou. Obrigada pelo amor que você nunca me deu de verdade.
Obrigada pelas risadas. Pelas tardes de domingo na sua casa, pelas segundas-feiras em que ficamos deitados no meu sofá. Obrigada pelos planos que não deram certo e p…

Novos indicados: blogs para conhecer

Vocês pediram e eu finalmente fiz uma nova seleção de blogs para indicar. Dessa vez, apenas blogs que vocês me enviaram por comentário aqui, no twitter ou no Facebook. E achei umas coisas bem legais por aí (que já aproveitei para salvar nos favoritos).
Minha escolha de blogs, dessa vez, está bem eclética. Aproveitem!
Café com Entrelinhas.  Carneirismo, do Matheus. 
Diário de uma adolescente que sonha, da Vanessa Correia.  KV com Você, da Karla Cunha.  Red Pointe, da Giovanna Cecchini. 
Tempestades guardadas, da Bruna Bortoloti e da Letícia Santini. 

Seu blog ainda não está aqui? Deixe o link nos comentários. Quem sabe na próxima indicação eu não o coloque por aqui?

Meu silêncio e nosso ponto final

É o silêncio que dói. Invade cada cômodo de uma casa que hoje é minha, mas costumava ser tão nossa. É o silêncio que dói enquanto eu tento ficar sã em meio a um mundo de caos desde que você se foi. Ainda me encontro perdida em nosso passado, tentando encontrar as esquinas que virei para errar o percurso. A dificuldade em encarar o caminho à minha frente me faz ficar parada na beira de um precipício, mas com cansaço demais até para pular. 
Mil xícaras de café já foram. Porque a sensação é de ressaca, mas uísque nenhum teve a capacidade de me destruir assim. Vejo nossa história por flashes, como se eu já não pudesse me lembrar com clareza de todas as coisas que fiz. Fui eu que errei? Falhei em alguma frase, derrapei em alguma prova, não passei no último teste? A culpa vai corroendo tudo por aqui, enquanto as paredes de casa vão descascando e me mostrando que tenho que tomar uma atitude. Seguir em frente, desistir, qualquer coisa que não envolva me perder em um buraco sem fundo em que eu …

Tem lugar para você

Não sei se o mundo é bom Mas ele está melhor desde que você chegou

E perguntou: Tem lugar pra mim? (Espatódea - Nando Reis)

Você pode ficar no sofá. Foi a primeira coisa que eu disse quando você chegou de mala e cuia, sem planos e sem luz no fim do túnel. Pode se ajeitar ali, cabe mais um. Eu deveria saber que você não era dessas pessoas que exigem pouco. Seus olhos diziam isso, nos dias que passaram, enquanto eu me apaixonava mais e mais. Você queria tudo. E então, quando você deveria ir, a palavra fugiu dos meus lábios sem que meu cérebro pudesse analisar o que aquele pedido significaria e eu disse: fica.
Fica porque eu gostei da sensação de ter para quem voltar. Porque seu rosto se ilumina quando eu abro a porta e chego do trabalho. E o mundo fica menos insuportável quando eu vejo seu sorriso de alívio por não ter mais que se preocupar comigo do lado de fora da porta. Fica porque você foi meu melhor amigo durante anos e isso deve ter lá seu valor em um relacionamento como o nosso. E ning…