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Mostrando postagens de Novembro, 2013

E agora, Zé?

Acabou. Bom, pelo menos, no momento em que você estiver lendo esse texto, provavelmente já terá acabado. Ou talvez acabe daqui a pouco. Daqui uma semana, um mês, quiçá um ano – alguma coisa vai acabar (um curso, a escola, a faculdade, um trabalho, um namoro, uma amizade…). No meu caso, dessa vez, apenas acabou. E aí essa é a hora em que eu pego a mala, arrumo as roupas e encaro a parede com a expressão mais perdida da vida. E agora, Zé, vou pra onde? Esse mundão de meudeus é tão grande, o meu Zé provavelmente responderia. Olha aí, quanta oportunidade pela frente. A vida é uma só, então vai lá e aproveite as coisas que estão começando. Porque, olha (olha!), quanta coisa começando. Leve roupa de calor e de frio e você estará preparada. Respire fundo, você consegue. Vá-em-frente. Ah, Zé, tanta frase de autoajuda, mas eu só queria saber mesmo: quando acaba, o que acontece depois? É difícil acabar as coisas. Até mesmo eu, que não sou a maior fã de rotinas, que vivo dizendo por aí que amo …

Quebra de contrato

Uma das regras pra isto dar certo era eu não te amar. Não ter essa necessidade louca – quase doentia – de te ligar às 16h45 de uma segunda-feira só para te contar uma besteira do meu dia. Para a coisa engrenar, eu tinha que abominar essa saudade que sinto da sua voz. Tinha que achar ridículo esse seu jeito bobo de me fazer sorrir por qualquer coisa, independente do meu humor. Tinha que rir dessa minha mania de te olhar e ficar assim: toda boba. Para ir pra frente, tinha que ser só corpo no corpo, olho no olho, boca na boca, louca paixão. Tinha que ser fácil, simples, rápido, leve. Tinha que ser tudo aquilo que as pessoas esperam quando saem por aí procurando qualquer coisa – qualquer coisa! – menos amor. Porque, afinal, quem é que quer estragar tudo colocando sentimento onde até então nem existe nada? Quem é babaca de querer estragar o que, até ontem, a gente tinha? Para você sair ileso, já te aviso, a gente tinha que ter aquele ar eterno de facilidade dos rolos de finais de semana. …

Notícias de quem anda sumida

1) Fiz 22 anos, então, antes de me matarem pelas faltas de posts, me desejem parabéns. 
2) Lembrem-se que eu estou no último semestre da faculdade, ou seja: cadê tempo? Só para tranquilizar, aviso que apresento meu TCC na quinta-feira da semana que vem (dia 28/11), e então eu acho que as coisas ficarão mais tranquilas. 
3) O blog vai ter algumas novidades agora no final do ano e eu terei ainda mais novidades para 2014. Tô aproveitando esses momentos de "recesso" por aqui para colocar essas coisas em prática. 
4) Alguém aí com vontade de escrever para o blog? Blogagens coletivas e convites legais estão a caminho.
5) Continuo escrevendo no Depois dos Quinze toda semana, então não dá para reclamar tanto que não escrevo nada, né gente? :(
6) Se tiverem mais alguma dúvida, podem me mandar por e-mail contato@karinerosa.com ou no twitter @kahrosa. Vejo todo dia e tento responder rápido.


Beleza? Desculpem o sumiço. Será recompensado, prometo! E me desejem sorte no TCC! ;)
Beijos

Os laços invisíveis que havia

É tarde de domingo. O calor de final de ano já começou a me irritar, mas ligo o ventilador enquanto sento no chão do quarto e reviro o meu passado. Vejo a foto daquele professor que a vida levou para algum lugar melhor – ou é isso o que nós gostamos de acreditar. Odiávamos suas aulas, suas broncas, seus eternos testes de lógicas toda sexta-feira. Mas choramos como crianças quando, dez anos depois, soubemos que ele havia partido. Aliás, falar no plural, como se ainda estivéssemos juntos tantos anos depois é dessas mentiras bonitinhas que gostamos de nos contar. Eufemismos para o coração. Se eu me concentrar bem, ainda escuto os sons das risadas naquela foto de turma da quinta série, do lado de fora do colégio. Mas é preciso prestar bastante atenção, ou a lembrança escapa pela porta e não volta mais. Fica no canto esquerdo da foto, bem do lado de cima, perto do sol. É ali que mora o play da memória, que me leva de volta a um tempo de problemas fáceis, risadas compridas e brincadeiras de …

Eu cansei de você

Eu cansei porque você estava me pesando. Porque tem essa mania desesperadora de querer estar por perto, querer estar por dentro, querer se fazer presente. Eu cansei porque eu preciso de um espaço que você nunca me deu, mas que eu teimei em achar que dava. Eu cansei porque, finalmente, vi em você o que todo mundo dizia que eu ignorava. Porque você tem, sim, um lado muito bom, mas traz em mim sentimentos tão ruins que eu também não posso deixar de lado. Eu cansei de ter você 36 horas do meu dia, querendo adivinhar o que eu sinto, o que eu penso e o que eu não digo.
Eu cansei de discussões que nunca levaram a lugar nenhum. E de uma necessidade sua, e que eu acabei interiorizando, de querer sempre ganhar alguma espécie de batalha. Eu cansei de sair no braço e querer sair sempre por cima. Não sei que prêmio é esse que você quer tanto, mas tudo bem: você ganhou. Eu não quero disputar nada não.
Eu cansei de fingir que não vejo seus defeitos, mais do que vejo as coisas boas que eu via quando d…