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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

Esta não é uma carta de amor

Querido, 
A chave que ficou com você já pode ser jogada no lixo. Mudei a fechadura (da porta da frente, da dos fundos e do meu coração). Não se preocupe em guardá-la para um momento de distração: este brinquedo já saiu da sua estante. Pode jogar fora também os presentes que lhe dei. Se ainda lhe resta qualquer indício de carinho por nós, destrua todos os meus resquícios, que é para não correr o risco de lembrar de mim em uma manhã de domingo pós-balada, quando você acordar sozinho e sentir falta de um beijo na nuca. Não me ligue. Nem no dia do meu aniversário, nem para saber se ainda estou viva, nem nada.
Me esqueça.
Jogue fora nossas memórias. Diga para sua mãe que mudei para algum lugar bem longe e já não poderei visitá-la. Conte que perdeu o contato comigo e que não encontra meus perfis nas redes sociais. Entenda, não quero mais nenhum tipo de ligação com você. Então, excluí do Facebook os seus amigos, toda a sua família e o seu patrão (que insistia em dar em cima de mim quando você n…

Pelo direito de assistir ao que bem entender

Na última semana, na noite de estreia de Big Brother, fiquei conversando com uma amiga sobre as edições passadas do reality show. Meu pai, que também estava na sala - e que detesta o programa - riu e comentou que eu era uma espécie de "expert" em BBB. A afirmação não é bem verdade, mas é fato que assisti a todas as edições do programa e lembro um pouco de cada uma delas, seus participantes, vencedores e suas polêmicas. Minha memória brincalhona funciona bem para "coisas sem importância", como você pode ver.
Mais algumas coisas sobre mim, já que começamos a entrar num certo nível de intimidade: sou jornalista formada e estou lendo, atualmente, o livro 1808 do Laurentino Gomes. Na minha estante de livros, você vai encontrar romances bobos e água-com-açúcar, livros de comunicação, psicologia, economia e religião. Já fui fã de uma banda mexicana que surgiu de uma novela (y soy rebelde!) e depois disso decidi não ser fã de mais ninguém. E, por mais que isso assuste a mai…

Que ainda exista amor pra recomeçar

Eu poderia te desejar muitas coisas. Um prêmio bem grande na loteria, por exemplo. Essa é uma coisa legal de se desejar, você há de concordar comigo. Poderia te desejar saúde também, porque o resto a gente meio que corre atrás. E felicidade, e amigos sinceros, e notas legais na faculdade, e noites de sexo sensacionais, e alegria, e momentos inesquecíveis. E tristeza. Não estranhe, eu poderia te desejar tristeza também. Bem pouquinho, quase nada, só para você saber valorizar todas as outras coisas boas. Eu poderia desejar que você me esquecesse. Que deixasse de lembrar que eu costumava puxar seu cabelo bem forte na hora H. E que te arranhava sem dó, querendo sentir como você era inteirinho meu. Ainda que, no fundo, você nunca tenha sido nada além de só seu. E eu nunca tenha sido nada além de uma garota problemática que sabe se entregar tão bem ao sexo, mas não entende nada de sentimentos reais. Carinho, também. Eu desejaria a você carinho. Em doses cavalares. Para curar as feridas aberta…

Carta para Ana

Eu te achei uma patricinha na primeira vez em que te vi. Tudo bem, você também não foi muito com a minha cara e teve ciúmes de mim. Ali, na primeira vez em que nossos caminhos se cruzaram, eu nunca achei que você fosse acabar entrando pra ficar. A vida nem sempre avisa: ó, segura, que essa daí é uma daquelas amizades eternas. Mas a vida nem precisou avisar. Você foi – e é – uma das pessoas mais importantes da minha história até aqui.
Eu não sei direito como aconteceu, mas de repente você virou parte de tudo. De repente você entrou na minha casa, na minha rotina, nos meus rolês e na minha família. Não sei dizer: “Começou assim...”. Mas espero que um dia dê pra olhar para trás e dizer: “Acabou com a gente bem velhinha...”.
Você não é muito de ler meus textos, porque eu detesto amigo que se sente obrigado a ler tudo que eu escrevo só por amizade, daí nem divulgo muito nada. Mas, dessa vez, eu achei que você merecia. Porque este é um ano que talvez seja difícil – para mim e para você. A ge…

Sobre coisas reais

Por isso a gente acabou

Eu odeio você, Ed.
Desculpa começar assim logo de cara, mas eu te odiei tão rápido que acho que precisava te contar de uma vez.
Amei você também, o que talvez fortaleça ainda mais meu ódio no final. Porque acompanhei a paixão da Min, em tantas páginas do livro, e achei você fofo, legal, apaixonado, um desses caras pelos quais a gente se apaixona perdidamente. 
Acho que é isso, Ed. Você é um desses caras que a gente – do lado de cá, fora da história – se apaixonaria loucamente. Eu teria me apaixonado por você, Ed. E, sei lá, é um feeling, mas acho que a gente também teria acabado.
O que eu sei mesmo é que eu acabei a sua história com a Min. Bem rápido, porque vocês me consumiram. Vocês me deixaram com uma curiosidade louca de saber por que, afinal, vocês tinham acabado (por que vocês foram acabar, Ed?). E aí vocês foram me puxando para dentro, me arrastando para o romance de vocês dois e me fazendo amar, Ed. Amar tudo: vocês, o começo, o meio e o fim.



É difícil colocar um livro entre os meu…

Fogos de artifício

Eu não fiz um texto de retrospectiva de 2013, como costumo fazer em finais de ano. Talvez porque eu não saiba dizer se 2013 entra na lista dos melhores ou piores anos da minha vida. Ou talvez porque não tenha sido um ano capaz de ser julgado apenas como bom ou apenas como ruim. O que posso dizer, de fato, de 2013 é que ele acabou. Um ano com começo, meio e fim e sem respingos no ano que começa agora. 2014, no máximo, traz consigo todas as lições aprendidas em 12 meses de muito suor, muita luta, muitos sonhos e algumas quedas. Mas rancor, desilusões e feridas abertas? Tudo isso ficou para trás.
Na virada deste ano, não fiz nenhuma simpatia. Não pedi que meus sonhos se realizassem. E deixei os desejos esquecidos. Enquanto abraçava as pessoas que amo, pedi, apenas, fé, força e saúde. Porque esse é, mais do que nunca, um ano de realizações, e não de pedidos. Esse é um ano de mangas arregaçadas e não de pulinhos em sete ondas e oferendas a Iemanjá. 2014 é ano de realizar.
E há muito o que r…