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Mostrando postagens de Março, 2014

Isto não é ser fã

Você precisa namorar com ela. Ele não é o cara certo para você. Aquele outro é o grande amor da sua vida. Você tem que lançar logo um CD novo. Cadê a próxima novela? Como você ousa desistir de ser atriz? Faz isso, faz aquilo, você não pode agir assim com seus fãs. Sorria, seja simpático, pareça feliz, seja amigo daquele ali, pare de andar com esses fulanos, ouça as opiniões de quem torce por você, aja como quem paga pelo seu sucesso deseja, fique aqui, finja ser um ser humano perfeito, não tenha defeitos, não chore, não fale palavrão e não solte pum. Você é um ídolo, então fica aí no pedestal.
Escuta, me dá a mãozinha, você que pensa como essas pessoas aí, vou te explicar: isto não é ser fã.
Pode até ser amor – meio doentio. Pode ser desejo de ver um conto de fadas real, pode ser vontade de ver no outro a vida que você queria viver, pode ser porque você viu muitos filmes com finais felizes, pode ser porque tá faltando coisa na sua vida, pode ser porque você esqueceu de ter vida própria…

Que tal um beijo, Saumensch?

Atenção: este texto pode conter spoilers!
Essa é a frase que mais me dói quando lembro do livro A Menina que Roubava Livros. Alguma coisa dentro de mim parte, como partiu nas duas vezes que me aventurei nas páginas de Markus Zusak. E essa é a definição mais pessoal e sincera que posso dar sobre esta história (como muitos sabem, uma das preferidas da minha vida): este é um livro que me quebra. 
Quando a adaptação para o cinema da história de Liesel Meminger foi anunciada, fiquei apreensiva e ansiosa. Queria ver o filme com todas as minhas forças, mas tinha um medo tremendo que fugissem da beleza do romance e acabassem como só mais uma adaptação ruim para o cinema de um livro que, na minha opinião (ainda que penoso de ler no início), é sensacional.
Esclareço, então, logo, que o filme não é ruim. É um filme bom, que entretém e me arrancou algumas lágrimas. Bonito, sincero, com uma fotografia linda e cenas comoventes. O problema, acho eu, é de quem espera demais. E quem leu A Menina Que Roub…