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Mostrando postagens de Março, 2016

Falta de amor não foi

Eu amei você. Olha, quer dizer, se for pra ser bem sincera, se for pra arrancar as verdades das tripas aqui de dentro sem medo de me expor, assumo: ainda te amo. Ainda te amo apesar das dores, das brigas sem motivo, dos ciúmes exagerados, da distância e das saudades loucas que batem a cada domingo de manhã. Digo tudo isto pra te explicar: falta de amor não foi.
Não é que eu saiba a lista de motivos que fizeram a gente não dar certo. Ou se é que eu posso dizer que a gente não deu - por um tempo, a gente sabe, deu tudo bem demais, não deu? A gente vai ter uma história pra contar, daqueles amores bonitos que a gente espalha que um dia viveu, e as pessoas escutam tudo, os olhos brilhando, e depois a gente se questiona, no fim, aonde foi que deu errado.
Deu errado porque eu tava lá e você cá. Porque eu queria uma coisa e você, sempre outra. Deu errado porque você era romântico e eu não; porque eu queria filhos e você não. Deu errado porque você gritava e eu deixava; porque eu sentia muito ci…

Eu só queria tempo

Às vezes, eu queria não sentir tanto. Queria não sentir tanto o tempo todo, tão rápido assim. Às vezes, é só o que eu queria. Em outros casos, eu queria que minha memória, que é péssima para me avisar sobre as coisas que preciso fazer, parasse de lembrar tanto de tudo o que houve quando você ainda estava por aqui. Fisicamente, quero dizer. Porque eu não sei como é que depois de tanto tempo ainda há tanto de você em cada coisa que eu faço – ou tento fazer.
Eu já te contei da vez que eu quis ir ao cinema e não consegui? A fila tava vazia, era só escolher um lugar entre as tantas fileiras de um filme que quase ninguém além de mim pensava em ver. Mas, não deu. Porque da última vez gastei dinheiro à toa para não assistir nem aos primeiros cinco minutos de um filme que até hoje não sei o nome. Teve beijo com gosto de pipoca e, principalmente, você.
Você com aquele sorriso ridículo que me fazia enlouquecer aos poucos. Você com aquela mania estúpida de me beijar o pescoço e me fazer esquecer qu…

Na Estante

Você foi minha música mais bonita. A rima que não será feita com mais ninguém. Aquela chuva de fim de tarde, depois de um dia de calor infernal. Você foi meu inferno. Do mesmo modo como foi meu paraíso. Você foi meu sorriso mais bonito, meus olhos mais brilhantes, meu coração mais saltitante. Aquela saudade que doía, sabe? Você foi. Aquela felicidade do reencontro que não aconteceu com mais ninguém, você foi.
Você foi minha sexta depois das cinco da tarde. Aquele último bombom da caixa, que a gente guarda justamente pro final. Você foi, também, aquela noite de insônia, que me deixou acabada no dia seguinte. E pela qual valeu à pena não dormir. Você foi meu pesadelo. Entende? Tanto quanto foi meu sonho. E foi maravilhoso poder ter dormido com você.
É por isso que ninguém entendeu quando eu te deixei. Quando fui embora no silêncio da noite, enquanto você via seu programa favorito, sem fazer nenhum alarde, sem quebrar nada, sem aumentar o tom de voz. Ninguém entendeu o que é que estava pas…

Você não foi, mas eu também não

Eu vi que você não estava mais lá. Sabe, a gente vê, a gente sempre vê. Eu notei os sinais, reparei as ausências; eu sabia que você não queria mais. Eu podia ter pulado fora ao ver que você não tentava mais tirar a água do barco, mas eu fiquei ali pra afundar junto, muito porque eu achei que isto era amar você. Eu achei que não te abandonar, mesmo sabendo que você não me queria, era meu jeito de dizer: eu te amo; vou esperar você me amar de novo.
Quando o amor acaba, o amor acaba e pronto; eu deveria saber disto. Por mais que eu fizesse de tudo, por mais que eu despejasse sentimento na nossa relação, por mais que eu tentasse cortar nossas arestas pra gente se encaixar de novo. Você não tava mais ali e insistir no que a gente um dia teve foi apenas mais um jeito de machucar nós dois.
Você podia ter ido embora, mas eu também. Você podia ter dito que não dava mais, mas eu também.  Você podia ter arrumado as coisas, agradecido o amor e partido pra outra. Eu também podia ter feito tudo isto …

Não Corra

Foi num daqueles dias iguais, em que a rotina massacrava e eu só queria voltar para a cama, me enroscar nos lençóis e assistir a qualquer filme bobo que me prendesse por um tempo. No meio de uma tarde em que eu jurei que ia morrer de tédio, preguiça, desânimo ou qualquer coisa que a gente diz quando faz questão de ser dramático. E aí você veio. Chegou sem avisos, meio tímido, como quem não quer nada, mas, oferece bastante. Ofereceu colo, abrigo, um sorriso que abraça o mundo e a melhor conversa despretensiosa de uma vida. E entre um riso e outro, um beijo e outro, jurei que não era nada. Que era só diversão. Que era só “vamos ver no que vai dar”. Talvez dê em nada. Ou talvez o universo ria dessa minha mania de achar que controlo tudo, que sou dona dos meus sentimentos e que o bom senso me governa. Eu, que agora já não sei de muita coisa, fui tola o bastante para acreditar, mesmo por um segundo, que eu não me apaixonaria por aquilo que poderíamos ser. É que eu tinha esse mal hábito de fug…

Sobre Sua Ausência

O silêncio das nossas conversas, a falta de notificação de suas novidades, o fato de que eu não sei mais nada sobre você, ainda dói. Já faz tanto tempo e todo mundo sempre disse que com o tempo melhoraria, mas não melhora, e ainda me dói. Me dói porque tínhamos tantos planos, tantos sonhos, tanta vontade de chegarmos juntos até aqui. E olha agora: eu cheguei.
E você se cansou bem no meio da subida.
Não te culpo por isso – não mais. Se algo passou, foi a raiva que um dia nutri de você. A raiva não por você ter desligado o celular, mas por você ter mudado o número; não por você ter batido a porta na minha cara, mas por ter trocado a chave do lugar. Mas passou. Acho que, no fim, é isso – a raiva – que sempre passa.
Mas ainda dói. Ainda sinto vontade de te ligar no meio da madrugada só para contar do babaca imbecil que deu de cima de mim no caminho para a faculdade. Ainda me irrita que eu não posso mais reclamar da faculdade com você. E me bate uma saudade de quando ambas tínhamos tempo par…

Descoberta da Semana: Oxford Comma

Esses dias, resolvi que eu precisava encontrar coisas novas na internet. Blogs, cantores, autores…qualquer coisa. E, enquanto procurava por novidades, ontem, encontrei um blog muito bacana e pensei: por que não dividir minhas descobertas?
Por isso, criei uma nova tag para o blog chamada: Descoberta da Semana. Nele, vou dividir tudo de novo que encontrar e achar interessante. Se por acaso tiverem sugestões para este tipo de post, por favor deixe o link nos comentários.

SOBRE A DESCOBERTA DA SEMANA:
O Oxford Comma é um blog da jornalista, travel writer e blogueira Natália Becattini. Ela também escreve no blog360meridianos. No Oxford Comma, ela posta sobre Escrita Criativa, Storytelling, livros velhos, fotografia, música pop, comédias românticas e artigos de papelaria.

É um ótimo espaço para quem gosta de literatura e dicas de escrita. Passei uma boa hora dando uma olhada nos posts e adorei. 
Em um dos posts do blog, a Natália compartilhou um vídeo do TED-Ed sobre como escrever ficção que g…