19 de abril de 2016

As pessoas são como são


Demorei pra aceitar, enrolei, quis muito que as pessoas mudassem - por mim, pelo mundo, porque era "melhor pra elas" - mas hoje, finalmente, entendi que é isso: as pessoas são como são. E eu, do alto dos meus vinte e poucos anos, não sei o que é melhor para ninguém - da mesma forma que ninguém vai saber o que é melhor ou não pra minha vida. 

Descobri que algumas pessoas gostam de azul, outras de amarelo. E cada um é feliz da sua própria maneira. Alguns arrumam suas malas, embarcam para o outro lado do mundo e nunca mais voltam. Outros ficam e criam raízes. Acho que amadurecer, pra mim, foi entender que ninguém é melhor ou pior por ir ou ficar. A gente só precisa de coisas diferentes pra ser feliz. Entende?

De verdade: não dá pra medir as escolhas das pessoas com a régua das nossas próprias escolhas. 
E o motivo é bem simples, nada de grandes complicações: cada um é feliz do jeito que é. 

Acho que de todas as coisas que aprendi ao longo desses poucos anos, a que mais me libertou foi essa. Um desses lemas que passei a levar pra vida e deixa tudo tão mais leve. Porque me faz encarar a vida de uma outra maneira e me liberta dessa obrigação de ser o que os outros esperam que eu seja. Não vou ser. Nunca, nem que eu tente muito. 

Se possível, guarde aí no caderninho também: Algumas pessoas são felizes com o que elas são felizes. 

E tudo bem. A gente não precisa entender ou aceitar ou concordar. A gente não precisa bater palma, julgar, interferir, dizer o que tá errado ou o que tá certo. Se ela não tiver fazendo mal pra ninguém, se tiver apenas tentando ser feliz da própria maneira, então tá tudo tranquilo. E, da minha parte, tudo mais do que favorável. 


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