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Mostrando postagens de Maio, 2016

O que a gente sabia do amor?

Não sei se você vai lembrar, mas teve uma noite em que a gente ficou umas boas horas jogado no sofá, as pernas entrelaçadas, taças de vinho na mão e Beatles como música de fundo. E uma certeza dessas que a gente só tem quando tá apaixonado demais pra se dar conta de qualquer outra coisa a não ser o outro e tudo o que a gente tá sentindo. A gente achou que passaria dias e mais dias ali, daquele jeito, a vida passando e a gente ficando e sendo e amando, do jeito que tinha que ser.
Mas o que a gente sabia da vida?
E aquela vez em que a gente viajou pro outro lado do mundo e foi em todos aqueles lugares. Todas aquelas fotos. Os beijos com os pontos turísticos no fundo. Aquele sentimento de que ainda ia ter muita história, e muitos lugares, e muitos sonhos, e muitas outras coisas pra acontecer. Os dois ali, inteirinhos, vivendo o início do resto de nossas vidas. Porque a gente achou que ia ser pra sempre.
Mas o que a gente sabia sobre o tempo?
As noites que a gente marcou pra depois. E os film…

Indicação Literária: Livros New Adult

Já tá por dentro do universo New Adult? 

Pra quem não sabe, New Adult é uma categoria literária que tá super em ascensão nos últimos tempos e vem se disseminando cada vez mais aqui no Brasil. Os livros New Adult, como o próprio nome diz, são feitos com foco nos "novos adultos", uma galera entre os dezoito e os vinte e poucos anos. Os protagonistas dos livros NA normalmente estão enfrentando a entrada na faculdade, primeiro emprego, problemas familiares, traumas, começo de uma nova vida e coisas do tipo. 

Recentemente, tive uma fase bem NA e li diversos livros do gênero. Pra ser sincera, não foram todos que amei de paixão. Alguns, odiei com força. Outros foram bacanas, mas não leria novamente e, por último, tive alguns poucos que amei. 

E são esses que resolvi indicar por aqui!

Mas fique avisada: são livros leves e rápidos de ler, e não livros que vão realmente mudar a sua vida. 


1. O ACORDO (The Deal - Elle Kennedy)

"Sim, Hannah e eu somos amigos. De fato, ela é a única amiga…

A Gente Acabou

Como a chuva fria de um fim de tarde de verão, que tão rápido quanto começa chega ao fim, sabe? Ainda dá para sentir os pingos em meu corpo, o riso que me arrancou ainda está em meu rosto. Ainda dá para querer que a chuva volte, só para aproveitar mais uns segundos o refrescar de um dia muito quente. Mas a gente acabou.
Dá pra ver no tempo que passamos com as outras pessoas, sem pensar um no outro, tentando esquecer todos os problemas. No jeito com que você já não liga mais para as minhas reclamações, ou como sempre joga para mim que tô deixando coisa minha atrapalhar nosso relacionamento. É coisa minha mesmo, caramba, mas é por ser minha que você precisava se importar um tanto. Eu não tô dizendo nem muito. Relacionamento é feito de coisa minha, é feito de coisa sua, é feio de coisa nossa, e a gente tem que lidar com isso. Mas você foge porque tem medo de encontrar nas minhas questões coisas que você nunca quis enfrentar.
Dá pra ver que eu já não tenho mais energia, vontade e tesão para…

Pressa

Eu sei. Às vezes me desespero. Juro que eu não queria te assustar. Essa nunca foi minha intenção. Eu tenho pressa para sentir – é só. O vazio me incomoda. É alguma coisa aqui dentro que ainda não acertei. Algum impulso nervoso demais.
Com a gente foi o timing. Eu soube desde o começo. Você tava indo e eu voltando. O coração na mão, pronto para entregar se você pedisse. Te transformei em dois ou três textos que eu nunca mostrei pra alguém e que vão ficar quietinhos na gaveta, ao lado dos pequenos souvenires que eu guardei dos passeios bobos que fizemos.
Não deveria ser tanta coisa assim, eu sei. É que eu me apego aos detalhes. Sempre achei que são eles que fazem qualquer diferença. Talvez eu deva encarar a situação toda, para variar. Meu lado racional diz que eu posso ter inventado sentimento, criando essa confusão que agora bagunça as coisas aqui dentro. Ou, talvez fosse tudo real. Garanto que a vontade era. Mas, se era vontade de você ou da sensação que eu tenho quando a gente tá junto…

Quando a gente cansa de "amar apesar de"

Acho que era, sei lá, umas três da manhã de sábado quando meu celular tocou. E eu não precisei olhar, nem ser adivinha, muito menos cartomante pra saber: era uma mensagem sua. Às três da manhã de um sábado. Você devia estar com seus amigos, e devia ter enchido a cara, e aí, lá pelas três e tantas, você reparou que sentia minha falta. Que sentia falta da mina que tava sempre lá, sempre disponível, com o amor em uma caixinha de presente todas as vezes que você resolvia voltar.
Nunca fiz as contas, mas devo ter respondido mensagens daquele tipo pra lá de cem vezes.
"Também sinto sua falta", eu escrevia. "Pode passar aqui em casa". "Você tá bem?" "Com quem você tá?" "Eu não queria, mas eu amo você". "Me liga amanhã". E algumas vezes você ligou. Algumas vezes você voltou e eu achei que a gente finalmente ia dar certo, que finalmente ia ser a nossa hora, que o nosso timing ia finalmente bater.
E aí você decidia de novo que não era  …

Permanências

Você ficou naquela banda que me apresentou, naquele fim de tarde em que nos conhecemos. Ainda me lembro do seu brilho do olhar enquanto colocava o fone no meu ouvido e pedia, com os olhos, por favor, para eu gostar da sua música favorita. Você ficou toda vez que me lembro que agora essa também é uma das minhas bandas preferidas.
Você ficou no gosto amargo do chocolate que eu como para aplacar um pouco da saudade, do desespero e da carência que a TPM me traz todos os meses. Mas te juro, e nem se preocupa, que isso tudo só acontece na TPM. Você ficou nas noites insones, geladas, depois de um dia difícil no trabalho, em que tudo que eu queria era só mais um abraço. Eu não tenho mais seu abraço, mas você ficou.
No livro que esqueceu sobre minha estante, na sua pressa de ir embora porque estava com medo de não conseguir fechar a porta. Na dedicatória do meu livro favorito, volume único-especial de colecionador, que você comprou no nosso aniversário de dois anos. Eram para ser dois anos de to…

Um último esforço

Tempos atrás, eu jurei que não era nada. Que amar bastava. E só. Lembro de dizer, numa quarta-feira borrada pelos anos, que a gente ainda tinha muito que viver. Juntos, não? Mas aí veio a vida, com essa mania de me fazer perder o rumo, me mostrando quão enganada eu estive.
Eu sei que já é tarde, que você tá em outra e todas as coisas que meus amigos insistem em me lembrar, mas é que eu tenho tido essa vontade ultimamente, essa coceirazinha na alma me mandando dizer que não foi como das outras vezes, meu bem. Eu juro.
É que, quando ‘cê cruzou meu caminho, meu mapa astral inteiro se alinhou com o teu. E eu achei que bastava. Que meia dúzia de compatibilidades eram o suficiente para que a gente desse certo. Você dizia gostar das minhas loucuras. E eu sempre achei bonito gostar das loucuras de alguém. Parece meio poético, sabe?
Mas, de poesia mesmo, a gente não tinha sequer o ritmo. Era eu cá, você lá. Tão desencontrados, a partir de determinado momento, que nem no meio do caminho a gente c…