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Pressa

Eu sei. Às vezes me desespero. Juro que eu não queria te assustar. Essa nunca foi minha intenção. Eu tenho pressa para sentir – é só. O vazio me incomoda. É alguma coisa aqui dentro que ainda não acertei. Algum impulso nervoso demais.

Com a gente foi o timing. Eu soube desde o começo. Você tava indo e eu voltando. O coração na mão, pronto para entregar se você pedisse. Te transformei em dois ou três textos que eu nunca mostrei pra alguém e que vão ficar quietinhos na gaveta, ao lado dos pequenos souvenires que eu guardei dos passeios bobos que fizemos.

Não deveria ser tanta coisa assim, eu sei. É que eu me apego aos detalhes. Sempre achei que são eles que fazem qualquer diferença. Talvez eu deva encarar a situação toda, para variar. Meu lado racional diz que eu posso ter inventado sentimento, criando essa confusão que agora bagunça as coisas aqui dentro. Ou, talvez fosse tudo real. Garanto que a vontade era. Mas, se era vontade de você ou da sensação que eu tenho quando a gente tá junto é que eu não sei.

É que eu quero te ver sempre, entende? Até naqueles dias estranhos, que nem prometem muita coisa. Quero te ver por te ver, pra falar dos livros, dos filmes, das músicas todas que eu ouvi quando pensava em você. Por saudade e frio no estômago – que diminui aos poucos se você não vem.


Não demore demais, tá bem? ‘Cê sabe que eu me importo – mas, uma hora, isso passa. E aí vai ser tarde demais.



Comentários

  1. "Te transformei em dois ou três textos que eu nunca mostrei pra alguém e que vão ficar quietinhos na gaveta"
    hahaha minha cara isso.
    Parabéns pelo texto, Carol!

    osvintes.blogspot.com.br

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  2. "É que eu quero te ver sempre, entende? Até naqueles dias estranhos, que nem prometem muita coisa." <3
    Eu também me apego aos detalhes.
    http://www.tudoquegarotasgostam.com.br/

    ResponderExcluir

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