1 de junho de 2016

Lar

A pior parte da distância são os momentos perdidos. O tempo que a gente não vai conseguir recuperar por maior que sejam nossos esforços. Mesmo que isso passe, que os caminhos se estreitem e nos aproximem um pouco mais, o que foi, já foi. O depois é a grande questão.

Enquanto eu saía para realizar um sonho ou outro, você cresceu. Cresceu longe dos olhos e me deixou com um aperto desconfortável no coração.

No fundo eu sei que você ainda é essa pessoa cheia de cores e coração na mão. É que eu queria estar aí para te dar um abraço nas vezes em que algo deu errado e você reaprendeu que algumas coisas não se podem controlar. E em todas as vezes em que deu certo e você só queria comemorar alguma pequena vitória.

Faz tempo, mas, amizades como a nossa que foi construída em cima de histórias estranhas e infinitas aleatoriedades costumam ser as que mais duram por aqui. Eu só preciso que você entenda que eu não te abandonei. Como poderia? O que eu posso fazer é te garantir que mesmo que tanta coisa tenha mudado você ainda possui um lar em mim.

Mesmo que a vida nos enlouqueça um pouco, nos faça perder o rumo e reencontrá-lo de uma forma totalmente diferente vez ou outra, eu prometo que não vamos acabar em cinco anos e nos tornarmos estranhas que um dia se conheceram. Sei que eu não deveria fazer promessas, mas, eu acredito nisso. E só por isso, eu te peço, acredite também.





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