11 de agosto de 2016

Verborragia

A parte complicada sobre não falar? O papel sofre. O papel sofre porque é nele que eu despejo todas as palavras que agonizam e nem mesmo passam pela boca a não ser em sussurros inaudíveis no meio da noite, quando ninguém vai ouvir.

Eu venho perdendo-me aos pouquinhos, numa tentativa de me encontrar. Eu sei, já disse isso antes. Mas, é que, dessa vez, surge uma nova percepção sobre isto. Por temer passar pela vida sem vive-la, estou me obrigando a sair da zona de conforto (mesmo que aos pouquinhos) e fazer aquelas coisas que eu sempre quis fazer, mas deixava de lado por medo.

Alguns momentos de ok, vamos lá” que tem me levado a uma série de outros momentos de pura e leve plenitude que, mais tarde, me jogam numa espiral de culpa e ansiedade e agonia porque eu não estou acostumada a me sentir assim. Certamente há um preço a se pagar pela liberdade, não? Alguma consequência, alguma coisa que vai me convencer de que eu nunca deveria ter agido?

O que mais angustia é que eu não sei. Não ainda. Por enquanto, só tenho medo. Medo do futuro enquanto tudo que eu queria era isto: poder ficar aqui, bem aqui, vivendo o agora. Pela primeira vez.




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