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Mostrando postagens de Setembro, 2016

Por favor, eu preciso que você vá

Eu preciso que você saia. Pode bater a porta, deixar a bagunça, quebrar uns móveis pelo caminho – não tem problema, eu limpo tudo. Mas eu preciso que você não esteja escondido em meu sofá quando eu chegar do trabalho, me invadindo com nossas memórias no meio da propaganda entre o Jornal Nacional e a novela que era das oito e agora é das nove. Eu preciso que você vá – e leve todas as nossas lembranças.
Eu preciso que você faça o seu cheiro desaparecer da minha casa, das minhas roupas e do meu colchão. É insuportável chegar no lugar que devia ser só meu e sentir nós dois em todos os cantos. Eu preciso que você suma. Eu preciso que você abandone meus filmes favoritos, que deixe de aparecer no meio das minhas séries e pare de fazer comentários na minha cabeça – aqueles que eu sei que você faria se estivesse aqui. 
De verdade, eu preciso que você não esteja. 
Eu preciso que você esqueça meu número. Que não me mande uma mensagem um mês depois do nosso fim, quando eu acho que já te esqueci, diz…

Tão triste não te conhecer mais

"Foram tantas brincadeiras, tantas conversas, tantas risadas e olhe agora. Nem conversamos mais" (Autor Desconhecido - se souber, por favor deixa nos comentários)
“Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua” (Chico Buarque)

Então é isso. Soube que você vai se casar por uma amiga em comum, em uma conversa no meio do shopping. Ela comentou como se eu soubesse, porque eu sempre sabia (de tudo, lembra?). Eu sorri. Era o que me restava fazer. Um desses sorrisos amarelos que a gente dá quando o mundo tá acabando por dentro, mas não quer demonstrar. Eu respondi só que eu estava muito feliz por você - e isso foi verdade, essa foi a minha primeira reação. Depois, eu fiquei triste. Fiquei triste pela gente. 

Eu ainda lembro de um tempo em que eu chegava antes de você no restaurante e ia adiantando o seu pedido pro garçom, porque eu já sabia o que você ia escolher. Não que você fosse previsível, você nunca foi. Mas é que era você e eu te conhecia. Quando você chegava, eu não precisava t…

Bem-maldito Amor

Vestiu sua melhor blusa, penteou o cabelo, colou um sorriso no rosto e saiu, cheio de esperança dentro de si, de que seria hoje. Ah, que pena, só queria encontrar o amor. Desses assim, de cinema, idealizado em sua cabeça romântica que não falava pra ninguém. Desses que vinha a cavalo, mesmo, ainda que negasse pra qualquer um que perguntasse. Queria um amor, sabe? Desses de arrancar o fôlego. Mas só achou aqueles que pareciam que iriam arrancar seu coração.
Andou por ruas tortuosas, por lugares escuros, por florestas fechadas só para encontrar o bendito. Arrastou-se em espinhos, comeu migalhas, sofreu o pão que o diabo amassou pra ver se ganhava um sorriso. Fez de tudo que pode. Fez tudo quanto pode. E quando não pode mais, continuou fazendo, porque precisava, porque se culpava, porque todo mundo em todo lugar estava sempre dizendo que o amor existe então tinha que ser sua culpa que não o encontrava.
Aceitou beijos secos, mãos frias, abraços que não confortavam e uma companhia que não pr…

Esta é uma carta de amor (ainda que pareça que não)

Amanhã você vai acordar na mesma cama que a gente dividiu por anos e eu não vou estar lá. Vai doer – eu sei disso porque vai doer em mim também, seja lá em que cama de hotel eu resolva me enfiar. A gente vai sentir falta das manhãs todas que compartilhou, daquele olhar que a gente se dava antes de levantar e da cumplicidade das segundas-feiras, quando a gente buscava força um no outro pra começar o dia.
É triste quando um amor acaba.
Seus pais não vão entender. Os meus também não. Nossos amigos talvez nem saibam direito como agir – quem deve continuar amigo de quem?, como vão ser os nossos jantares agora?, como saber quem tá errado ou quem tá certo?.
Talvez eu seja a errada – sou eu que tô indo e essa é a sensação que as pessoas que vão sempre deixam, não é? Tudo bem, eu aguento o tranco. Por mais que eu saiba, dentro de mim, que eu só fui a primeira a ter coragem. Você sabe tanto quanto eu: nosso amor não acabou da noite pro dia.
Pode parecer que não, mas eu continuo te desejando todas a…

Bienal do Livro de São Paulo

Bienal Internacional do Livro de São Paulo - A 24ª edição da Bienal do Livro acabou ontem em São Paulo, depois de 10 dias de evento. As sessões de autógrafo, os lançamentos e as vendas de livros acabaram, e agora fica a saudade, certo? Mas tem mais uma coisa que a Bienal sempre acaba deixando: uma lista de livros pra ler.


Visitei o evento no sábado (03/09). Infelizmente, meu orçamento estava bem apertado e o ingresso da Bienal já não era tão barato (apenas a entrada inteira custava R$25, tirando o dinheiro para comer alguma coisa lá dentro), o que fez com que eu me controlasse nas compras.


Eu fui para o evento, principalmente, para prestigiar dois autores nacionais e comprar seus livros: a Iris Figueiredo e o Daniel Bovolento. E pude adquirir os livros deles: Confissões On-Line, da Iris, e Depois do Fim, do Dan, que aparecem na foto acima.

Assim que eu terminar de ler os dois, vou preparar resenha aqui no blog para contar o que achei. Enquanto isso, quero saber de vocês: visitaram a Bien…