10 de novembro de 2016

Se eu pudesse te eternizar em forma de texto

Uma vez, você me disse que eu sempre escrevia o que você precisava ler. Mas dessa vez eu não tenho ideia do que se escreve em momentos assim. Como a gente se despede de quem vai assim tão rápido, no meio da noite, de forma tão inesperada? Não deu pra me despedir. Ainda assim, escrevo. Escrevo porque foram as palavras que te trouxeram pra mim e com elas eu me despeço. Se eu pudesse te eternizar de alguma forma, eu te eternizaria em forma de texto. 

Em um daqueles textos bonitos que você gostava de ler, em um livro, em uma frase que você compartilharia nas suas redes sociais. Eu te eternizaria nas palavras mais lindas que o dicionário pudesse me dar, qualquer coisa que conseguisse retratar sua alma leve e entregue. O tanto de amor que você tinha pra distribuir de graça, sem cobrar nada em troca.

Fiquei te devendo um encontro. Um abraço. Aquele café e as horas de conversa. Mas você não ficou me devendo nada. Sempre me deu os elogios mais sinceros e o carinho mais puro. E, em todo aniversário, me desejava a mesma coisa: inspiração. Ô, Fê, meu aniversário vai chegar e a sua mensagem não. 

Um dia eu te disse que ainda escreveria um texto só pra você, com dedicação no final e tudo mais. Eu só não esperava que fosse ser logo o último. Espero que mesmo daí de longe, você ainda possa se encantar com as palavras e virar o texto mais lindo. É assim que eu vou me lembrar de você. 

*Essa semana, uma das minhas leitoras mais antigas faleceu. O mundo fica um pouco mais triste, mas o céu recebe mais sonhos, risos e amor. Fer, meu bem, obrigada por não ter sido nada menos do que incrível. Foi uma honra ter você como leitora.



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