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A vida é trem-bala, parceiro


Tentei postar o primeiro texto de 2017 algumas vezes. Antes do ano acabar, eu tinha escrito um sobre as resoluções para o ano novo. Também tinha um rascunho sobre perdão que eu podia ter colocado aqui. E um outro sobre amor. 

Mas nenhum deles explicava o que eu estava (e estou) sentindo, então resolvi que postá-los não seria sincero. Sei que isso não é um diário, mas às vezes o que você menos quer é um texto falso. Não é?

Quero começar 2017 sendo sincera com os outros e comigo mesma: não tô bem. Tô ficando e vou ficar, sei disso porque isso também vai passar (certo, Chico Xavier?), mas ontem eu não tava bem. Hoje, tô um pouco melhor, mas de vez em quando ainda dói. Vai doer um tempo. Vai ser difícil de acreditar. 

É que meu fim de ano foi pesado e triste, repleto de lágrimas, dores, choros angustiantes e uma despedida inesperada. E, não adianta, a gente nunca aprende a dizer adeus, aprende? Nessa época do ano, então, quando a gente deveria estar feliz; enquanto todo mundo está comemorando a chegada de um novo ciclo. É difícil; foi difícil. Como dar pause no mundo e explicar que a gente não quer um novo ciclo sem quem ficou pra trás?

Mas a vida continua, eles dizem. E a gente continua porque tem que continuar. 

E, enquanto eu continuo, enquanto aqui vamos recolocando os pedacinhos que caíram do coração, vim dividir uma música que vem me servindo de consolo: Trem-bala, da Ana Vilela. Talvez você inclusive já tenha escutado, porque ela está sendo bastante compartilhada depois de ter sido cantada pela Ana e pelo Luan Santana no Caldeirão do Huck, em 2016. Mas, se ainda não escutou, fica aqui a mensagem que eu deixo pro início desse ano. 

A vida é trem-bala, parceiro. 
E a gente é só passageiro prestes a partir.

Comentários

  1. Anônimo21/1/17

    Oi Kah, às vezes eu tbm não tô bem e venho aqui pra melhorar <3
    Obrigada pela sinceridade e espero que fique bem!

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